Exposição “Sá da Bandeira – Filho da Vila, Pai da Cidade” marca início das comemorações dos ‘150 anos da elevação de Santarém a cidade’

em Cultura

A Exposição “Sá da Bandeira – Filho da Vila, Pai da Cidade”, que vai ser inaugurada no dia 26 de setembro, às 18h00, na Casa do Brasil, em Santarém, marca o início das comemorações dos ‘150 anos da elevação de Santarém a cidade’. A Mostra abre no dia em que se assinala o nascimento de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, 1.º Marquês de Sá da Bandeira, e em que também se assinala a data da assinatura do decreto da elevação de Santarém a Cidade, e encerra no dia 6 de janeiro de 2019, data em que se assinala a morte de Sá da Bandeira.

No ano em que se comemoram os 150 anos da elevação de Santarém a cidade, a Casa do Brasil apresenta esta Exposição sobre a figura de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo (1795-1876), 1.º Marquês de Sá da Bandeira, um dos responsáveis pelo novo estatuto jurídico da urbe.

Dividida por quatro salas, esta iniciativa retrata uma das figuras mais ilustres de Santarém, enquanto político, como importante líder do movimento setembrista em Portugal.

A iniciativa, que conta com a colaboração da Academia Militar, de Pedro de Sá Nogueira, familiar de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, do arquiteto Carlos Guedes de Amorim e da ACES – Associação Comercial e Empresarial de Santarém, na cedência de espólio, pretende abordar a figura do Marquês, sob o ponto de vista do homem, do militar e do estadista, mas também do antiesclavagista, um dos aspetos porventura menos conhecidos deste multifacetado Scalabitano.

A exposição apresenta objetos pessoais, bibliografia diversa, artes plásticas (pintura, escultura e gravura), fotografia e numismática. Conta também com uma vertente multimédia, com a exibição de apresentações e filmes ligados ao contexto histórico e à vida e obra de Sá da Bandeira.

A Sala 1 apresenta-nos “O homem”, e pretende fazer o enquadramento familiar de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, com vistas da casa onde nasceu, em 26 de setembro de 1795 e do seu túmulo no cemitério de Santarém.

Estão expostos objetos pessoais legados pelo marquês à Academia Militar, como o braço artificial, garfo e faca de campanha, ou a corneta acústica.

Está patente a sua rica iconografia, enquanto 1º barão (1833), 1º visconde (1834) e 1º marquês de Sá da Bandeira (1864), presente quer em Artes Plásticas (Pintura e Escultura), quer em Fotografia ou Numismática.

A Sala 2 apresenta-nos “O militar e o político” e procura registar Sá da Bandeira, enquanto militar e estadista. Na primeira vertente apresenta-se a sua carreira, desde que assentou praça, em 1810, no Regimento de Cavalaria 11, passando pelos vários ramos e especializações que adquiriu.

Simultaneamente, uma apresentação multimédia dá o enquadramento da época, com destaque para a guerra peninsular e as guerras civis de 1828-34 (Guerras Liberais) e de 1846-47 (Patuleia). São expostos objetos do espólio pessoal pertencentes à Academia Militar como a espada, pasta de despacho do Ministério da Guerra, sinetes, carimbos e falerística diversa.

Na segunda vertente dá-se conta do seu percurso político, desde a adesão à causa liberal até ao desempenho das funções ministeriais.

A Sala 3 apresenta-nos “O antiesclavagista” e faz eco da dimensão ética de Sá da Bandeira, que tinha como princípios básicos a igualdade e a liberdade política, bem como o papel determinante que teve na abolição da escravatura em Portugal.

Através da bibliografia escrita pelo próprio, explorar-se-á outra das suas preocupações, muito ligada com o desenvolvimento económico das províncias ultramarinas portuguesas.

Duas apresentações multimédia, imagens estáticas e um friso alegórico apresentam o drama da escravatura. São apresentados igualmente os monumentos erigidos ao marquês, quer em Lisboa, quer em Santarém.

Na Sala 4 é apresentado o Filme “Sá da bandeira e a sua época”, cedido por Pedro Manique, investigador de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo

A Exposição “Sá da Bandeira – Filho da Vila, Pai da Cidade”, que pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, abre o “mote” para a Exposição “150 anos – de 1868 a 2018 – Urbanidade – Elevação de Santarém a Cidade, que vai decorrer em seis espaços da cidade (praças, ruas e jardins) e na Casa do Brasil, durante o ano de 2019.

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