Sobra-nos bem pouco amor nestes tempos de cólera. A nossa abananada República conta este Outubro cem anos de solidão, nestes cus-de-Judas onde só o conhecimento do Inferno dá para uma explicação de pássaros tais.
Sobra-nos bem pouco amor nestes tempos de cólera. A nossa abananada República conta este Outubro cem anos de solidão, nestes cus-de-Judas onde só o conhecimento do Inferno dá para uma explicação de pássaros tais.
Sobre o controverso museu que alegadamente se pretende contruir em Abrantes, tenho sérias dúvidas sobre a sua viabilidade e concreti-zação.
Vou contar vos duas interessantes histórias da minha passagem pela RTP que têm muito que ver com a actual conjuntura endémica do delírio paranóide e persecutório em que uma boa parte da nossa comunicação social hoje chafurda.
Fiquei estupefacto ao ler a entrevista de António Barreto ao Expresso, na qual alude à possibilidade de alguém estar a ganhar muito dinheiro vendendo informações relativas ao processo Face Oculta.
Se o filho do parvo do seu vizinho da frente, que tem a doença do protagonismo, e exibe grandes carrões (importados usados da Alemanha, em 4ª ou 5ª mão) só para lhe meter ferros, desgraçado, quanto não deverá ele.
A dureza desta já longa crise económica, sem prognóstico de fim à vista, continua a manifestar-se, sobretudo, nos preocupantes índices de desemprego, a atingir já os 10,5% do mercado de trabalho. E a tendência nos próximos tempos é ainda para subir mais.
Portantos a gente nascemos e os que a gente temos como pais criam-nos para sermos James Bonds, mas prontos, a vida torna-nos a quase todos assim tipo Zezés Camarinhas.
Do outro lado desta tristeza, há portugueses que são exemplos de vida. A maioria deles são anónimos e ignorados. Outros são cidadãos do mundo. Falo-vos dos mais maltratados, dos que sempre estão sob suspeita, dos que têm sempre a culpa de tudo o que de mau acontece.
Enquanto dura o luto, fazem-se promessas de correcção dos erros do passado, anunciam-se gabinetes de crise acompanhados pelas “imprescindíveis comissões de inquérito”, para no futuro quando a Natureza voltar a rugir, não nos apanhar desprevenidos.