Espuma dos dias – Turismo

em Opinião

Em Setembro do ano corrente realizam-se eleições na Entidade Regional de Turismo Alentejo/Ribatejo. A aglutinação do Riba Tejo ao Além Tejo provocou e continua a provocar engulhos a inúmeros ribatejanos pois não aceitam a subalternização e completa dependência política de uma direcção alentejana cujo conhecimento da anima ribatejana é escasso apesar de o seu Presidente se desdobrar em palavras e presenças simpáticas procurando agradar a gregos e troianos sem esquecer os espartanos nascidos e residentes nas terras da Lezíria. O pecado original desta situação não lhe pode ser imputado, a causa está marcada na mancha de facilidades espertistas de Miguel Relvas, uma mais a juntar à dos três Hospitais – Abrantes, Tomar, Torres Novas –, sem esquecer conselheiros e técnicos de Comissões disto e daquilo, amigas de ordenarem no papel e profundamente desconhecedoras das sinuosidades históricas, antropológicas, sociológicas num todo civilizacional do território atravessado pela estrada do vai vem das comunidades ao longo dos milénios que é o rio Tejo.
Desabafos, remoques e ansiedades são ingredientes do desejo de constituição de uma Região Ribatejo e Oeste, no entanto, até o desejo ser concretizado muita água correrá no grande rio, daí me parecer pertinente exortar os autarcas e demais entidades políticas do Distrito de Santarém, sem colocar de lado o concelho de Azambuja a exigirem (não gosto do termo exigir, mas no caso vertente detém toda a acuidade) que a lista candidata às próximas eleições inclua personalidades do Ribatejo em lugares cimeiros, uma vice-presidência indicada pelo PSD, já que o cabeça de lista foi deputado filiado no Partido Socialista. Obviamente, a mesma deve incluir o Partido Comunista, embora tenha perdido representatividade autárquica nas últimas eleições.
Fontes bem informadas dizem-me estar a referida lista em acelerada construção, pois bem, só os estultos podem defender corpos sociais consagrados como das duas regiões e na prática serem mono-alentejanos.
O ciclo 20/30 vai exigir criteriosa distribuição dos fundos estruturais. Sem colocar em causa a isenção dos eleitos do Alentejo, até para serem dissipadas dúvidas convirá que a próxima direcção integre elementos da província onde acabou os seus dias o estrénuo municipalista Alexandre Herculano. Estarei a pedir muito? Não, não estou, pura e simplesmente peço bom senso de forma a o bom gosto persistir. De outro modo continuará a medrar a desconfiança, o ranço e a germinar a raiva.

Armando Fernandes

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