Presidente da Câmara de Santarém lamenta encerramento da fábrica da Rical

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O presidente da Câmara de Santarém lamentou hoje a decisão da Unicer de encerrar a fábrica de refrigerantes Rical, na cidade, e manifestou preocupação com a situação dos seus trabalhadores.

Ricardo Gonçalves reuniu-se na quinta-feira ao fim do dia com responsáveis da empresa, que lhe comunicaram as razões do encerramento, invocando a quebra de vendas para o mercado angolano, afirmou.

O autarca disse à agência Lusa que se vai reunir ainda hoje ou na segunda-feira com representantes dos trabalhadores, declarando que o futuro e a garantia dos direitos dos funcionários é uma das suas principais preocupações.

A outra prende-se com o destino a dar ao edifício da fábrica, para o qual não existirá nenhum projecto por parte da Unicer.

Ricardo Gonçalves adiantou que vai questionar o Ministério da Economia e o AICEP sobre o que vai acontecer com os fundos comunitários recebidos pela Unicer em 2012 ao abrigo do Quadro Comunitário de Apoio, da ordem dos 7,26 milhões de euros.

A permanência da fábrica da Rical terá sido um dos argumentos invocados para a não devolução de fundos aquando do encerramento da cervejeira em Santarém em 2013, disse.

Em 2013, a Unicer fechou a sua fábrica de cerveja em Santarém, deslocalizando a produção para Leça do Balio, onde centrou o seu investimento para consolidação industrial da produção, visando melhorar a eficiência e competitividade da empresa.

Ricardo Gonçalves lembrou que alguns dos trabalhadores dispensados em 2013 ainda hoje não encontraram trabalho, vendo por isso com preocupação a situação daqueles que não conseguirem ser integrados noutras unidades.

Fonte da Unicer disse na quinta-feira à agência Lusa que foi encontrada uma solução alternativa para 35 trabalhadores da Rical, através de um acordo com um parceiro de negócio, que passará a assegurar a produção e enchimento das suas marcas de refrigerantes, estando ainda a ser identificadas oportunidades de mobilidade interna na estrutura global da empresa para uma dezena de funcionários.

O reajustamento levará à dispensa de mais 70 pessoas da estrutura da empresa, dona da Super Bock, Vitalis e Pedras Salgadas, num total de 140 trabalhadores, número que deverá ser reduzido para 105 com as soluções encontradas para 35 funcionários, adiantou.

Em comunicado, a Unicer explicou que a saída de “pessoas é inevitável”, devido a uma quebra estimada em 30% do mercado cervejeiro angolano, um dos principais mercados externos da empresa.

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