O centenário de La Lys

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Em 9 de Abril de 1918, em la Lys, o Corpo Expedicionário Português enfrentou o poderoso exercito alemão. Contaram-se, então, 7000 baixas, entre mortos, feridos e prisioneiros. No cemitério militar de Richebourg, a norte de Paris, as celebrações do centenário contaram com as presenças do Presidente da França e do Presidente e Primeiro-ministro portugueses, curvando-se perante as sepulturas de 1831 militares lusos. Lembremos alguns incorporados do nosso Distrito. Jaime de Oliveira Marneco, de Almeirim, filho de Manoel d`Oliveira Marneco e de Maria Mafalda; embarcou em 27 de maio de 1917 e, dado como desaparecido em combate, foi feito prisioneiro no campo alemão de Friedrichfeld, regressando a Portugal em 18 de janeiro de 1919. Joaquim da Silva Félix, de Gansaria, filho de Francisco da Silva Félix (falecido) e de Maria Luiza Duarte, embarcou em 26 de setembro de 1917 e foi repatriado em 15 de abril de 1919. Da Azóia de Cima, o soldado 728 da 10ª Companhia, Adelino Madeira, filho de José Francisco e Maria Madeira, embarcou para França em 14 de fevereiro de 1918 e regressou a 17 de de junho de 1919. Januário Augusto de Sá e Seixas, natural de Almeirim, casado com Aurora Gomes Seixas, era filho de Manuel Augusto de Sá e Seixas e de Assunção do Rosário Nunes; “louvado pelo seu desempenho numa coluna militar em palco de guerra”, foi promovido ao posto de 2º. Sargento; embarcara para França em 21 de agosto de 1917, regressando em 9 de abril de 1919. Alfredo Rios Vasques, meu avô, filho de Constantino Rios Vasques e de Angélica da Conceição, natural de Alcanhões, pertencia ao Esquadrão de Ferradores; embarcando como soldado e tendo-se alistado como voluntário aos 16 anos, pelo que careceu de autorização escrita de seu pai, foi posteriormente louvado e promovido a 1º Cabo. Embarcando de Lisboa para Brest, em 20 de agosto de 1917, foi repatriado em 25 de junho de 1919. Regressando doente, devido aos gazeamentos nas trincheiras, contava-me meu pai que faleceu, com enorme sofrimento, no Hospital de Jesus Cristo, em 1932.

Arnaldo Vasques

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