O desemprego, da demagogia à realidade

em Opinião

Estamos em plena campanha eleitoral, muitas vezes a espuma da discussão político partidária não nos permite vislumbrar os factos. E discute-se em alguns fóruns o assessório. O combate ao desemprego é, sem dúvida, umas das prioridades mais transversais aos partidos que se apresentam a eleições no próximo dia 4 de Outubro. Todos prometem fazer descer o desemprego e aumentar o emprego. Os partidos de esquerda, referem, contra os dados divulgados pelo INE, que o desemprego baixa de forma camuflada. “São estágios, são os emigrantes, são os empregos precários”, tudo serve para a demagogia barata. Os dados divulgados pelo INE, são fatuais, e devem ser interpretados como tal. Ora vejamos, entre o 1º trimestre de 2013 e o 2º trimestre de 2015 houve uma criação líquida de 226,2 mil empregos. A população empregada a tempo completo, no mesmo período, aumentou em cerca de 283 mil pessoas, enquanto a população empregada a tempo parcial diminuiu em cerca de 56,9 mil pessoas. Neste mesmo período a taxa de desemprego diminui, passando de 17.5% para 11,9%, o que corresponde a uma diminuição de 306,4 mil pessoas desempregadas. Este parágrafo destrói o argumentário demagógico da esquerda, ou seja, temos mais emprego e menos desemprego. São factos. O distrito de Santarém acompanha esta evolução, o número de desempegados registados em Junho de 2015 é inferior ao número de desempregados registados aquando do início do atual mandato legislativo, estando o distrito, acima da média nacional na redução do desemprego. Há ainda muito trabalho para fazer, existem milhares de pessoas que ainda não encontraram uma resposta. É necessário continuar a trabalhar, para que a economia cresça e desta forma proporcione condições para que as empresas continuem a criar mais emprego em Portugal.

João Teixeira Leite

Economista

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