Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental – Santarém tem grupo de ajuda mútua para a igualdade parental

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O município de Santarém e a Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos assinaram no dia 27 de Janeiro um protocolo de colaboração para a criação de um Grupo de Ajuda Mútua. A primeira reunião do grupo realiza-se dia 26 de fevereiro, pelas 21h00, na antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. A Associação Portuguesa pela Igualdade Parental e Direitos dos Filhos organiza atividades de carácter cívico, cultural, formativo e informativo, no âmbito da proteção e fomento da igualdade parental, nos seus diferentes níveis de intervenção – legislativo, jurídico, psicológico, entre outros -, relativamente aos direitos dos filhos (crianças e adolescentes) cujos pais se encontrem separados ou divorciados. No protocolo ficou estabelecido que as reuniões do Grupo de Ajuda Mútua serão realizadas quinzenalmente, em horário pós-laboral. Apoiar pais, mães, avós, avôs, filhos (adultos) e outros familiares vítimas de conflito ou desigualdade parental é o principal objetivo destas reuniões onde todos podem partilhar os seus problemas.

Depois de lançar, em 2012, a Petição em prol da criação do Dia Nacional de Consciencialização para a Alienação Parental, a Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos, assinala pela segunda vez o Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental através de várias iniciativas que decorrem durante o dia 5 de Fevereiro em várias cidades do país.
Relembre-se que, na génese do dia 5 de Fevereiro, está a simbologia associada à luta de um pai pelo direito da sua filha em conviver com ele de igual modo que o fazia com a mãe, pai esse, Cláudio Mendes, que foi brutalmente assassinado, na Mamarrosa em Aveiro, dia 5 de Fevereiro de 2011 num parque onde aquele pai teria ordem do tribunal para visitar a sua filha.
Voluntário e associado da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos filhos, Cláudio deixou forçadamente órfã de pai a sua filha. Foi assassinado por querer ser pai, pelo amor à sua filha, pela luta desigual. Luta continuada atualmente pelo seu pai e mãe, avós da criança, que pretendem ver respeitado o direito da sua neta à convivência com a família paterna.

A APIPDF recorda que, passados quatro anos, a memória do Cláudio Mendes permanece viva e permanecerá eternamente em cada vitória conseguida em prol dos nossos filhos/as, mães, pais e avós afastados de forma injustificada do convívio com os seus familiares. Tratam-se afinal dos direitos das nossas crianças, dos nossos jovens, homens e mulheres do futuro da humanidade…

A APIPDF promete continuar a trabalhar voluntaria e afincadamente, percorrendo o caminho da sensibilização para os direitos das crianças e para que os seus superiores interesses sejam salvaguardados, bem como direitos e deveres iguais entre pais e mães, mas acima de tudo para que as nossas crianças possam conviver com toda a família, longe de quezílias e guerras desnecessárias. Dirimir esses obstáculos é sem sombra de dúvida a nossa missão.

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