maio 27, 2022

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Estudo descarta mineração de lítio em duas áreas no norte de Portugal, aceita seis – EURACTIV.com

Uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) realizada em oito áreas geográficas do norte de Portugal com potencial para a exploração de lítio excluiu duas – Arga e Segura – e deu luz verde a outras seis, foi divulgado quarta-feira.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC) disse que “nos seis locais viáveis ​​propõe-se reduzir pela metade a área inicial”.

De acordo com MARque foi realizado pela Direcção-Geral da Energia e Geologia de Portugal, “foram excluídas as zonas de maior densidade urbana, funcional e demográfica, com uma redução de 49% da área total” inicialmente analisada no estudo.

O ministério disse que o concurso público para atribuição de direitos de prospecção e mina de lítio “pode avançar nos próximos 60 dias”.

Após o processo de concurso e prospecção – que deverá ter lugar no prazo de cinco anos – poderá iniciar-se a extracção de lítio, sendo cada um dos projectos sujeito a uma Avaliação de Impacto Ambiental separada.

A exclusão da área denominada Arga, localizada na Serra d’Arga, no Alto Minho, extremo norte de Portugal, justifica-se pela sua “previsão de classificação como Área Protegida” – o que o estudo refere implica que “mais de metade a área “será” considerada proibida ou a ser evitada. ”

A Serra d’Arga estende-se pelos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, estando atualmente classificada como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional.

Para além de Arga, zona que abrange as freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, todas do concelho de Caminha, o SEA exclui também a zona denominada Segura, em Castelo Branco, porque “está prevista a redefinição da limites da Área de Proteção Especial do Tejo Internacional” e isso também limitaria a mineração.

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“As restrições ambientais [in those two locations] inibir a prospecção e consequente exploração, ficando assim fora do objecto do futuro concurso”, refere o ministério no seu comunicado.

(Andrea Cruz | Lusa.pt)