A denúncia de consultas a sites pornográficos e pedófilos em computadores da Câmara de Alpiarça, lida oralmente por um técnico de informática da autarquia na reunião de 23 de Fevereiro de 2004, não consta da acta oficial dessa sessão pública.
“E eu pedi para que a carta fosse anexada à respectiva acta”, disse o ex-vereador Henrique Arraiolos (na altura, o único vereador da CDU no executivo do PS) durante a segunda sessão do julgamento em que Ricardo Vaz, o autor da denúncia, está acusado de difamação ao ex-presidente do município, Joaquim Rosa do Céu.
No entanto, ninguém soube explicar o porquê da acta nada referir sobre este assunto, constando apenas que o técnico de informática foi lá apresentar o seu curriculum profissional.
Esta sessão ficou ainda marcada por um lapso de memória da ainda presidente da Câmara de Alpiarça, Vanda Nunes, que disse em tribunal que o executivo decidiu, nessa mesma reunião, abrir um processo de inquérito às revelações de Ricardo Vaz sobre a utilização de computadores da Câmara para visitas a sites de conteúdo pedófilo e pornográfico.
O que não aconteceu.
Mais informações na nossa próxima edição em papel, nas bancas na próxima sexta-feira.
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Parece que a câmara de Alpiarça é useira e vezeira em omitir documentos de actas e em resumir as actas ao ponto de deturpar o que lá se passa.
Eu pergunto será que se a câmara tivesse dado andamento à queixa do funcionário as coisas chegaram onde chegaram? A quem interessa esta publicidade? Será que a Própria Vanda Nunes estaria interessada em deitar o Rosa do Céu abaixo e por isso não fez nada para que as coisas chegassem a Tribunal.
E agora que há um relatório da judiciária com os milhares de sites visitados? Será que finalmente vamos saber quem era o pornógrafo?