novembro 27, 2022

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Primeiro-Ministro de Portugal exorta BCE a ter cuidado na subida das taxas de juro | Poderoso 790 KFGO

Por Sérgio Gonçalves

LISBOA (Reuters) – O primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, pediu ao Banco Central Europeu (BCE) que seja cauteloso ao elevar as taxas de juros de níveis excepcionalmente baixos, embora não espere um aumento dramático na inadimplência de seu país.

O BCE vem desfazendo o apoio à política ao longo do ano passado e elevou as taxas em um total de 125 pontos base em suas duas últimas reuniões, o ritmo mais rápido de aperto da política até agora.

Costa disse que “entendeu a lógica da normalização da política monetária”.

“(Mas) acho que o BCE, com toda a sua independência, deve ser prudente ao aumentar as taxas de juros para controlar a inflação”, disse ele a repórteres.

O BCE tem como meta a inflação de 2% no médio prazo, mas a taxa na zona do euro foi de 10% no mês passado.

Costa disse que o BCE deve ter em mente que “a inflação e os rendimentos das pessoas não são elevados como resultado do aumento da inflação”.

Ele disse que a inflação foi impulsionada por choques do lado da oferta, como a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que “exacerbou a interrupção das cadeias de suprimentos que já existiam na era pós-pandemia e criou uma crise de energia”.

As famílias com hipotecas de taxa variável, que representam mais de 90% dos 1,4 milhão de empréstimos à habitação do país, “precisam estar cientes de que as taxas de juros estão subindo”, disse Costa.

Mas ele não está muito preocupado, o aumento esperado de empréstimos inadimplentes (NPLs) durante a pandemia não se concretizou.

Os bancos portugueses ainda sofrem com a crise de crédito e o aumento dos NPLs após a recessão de 2010-13. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, os NPL caíram de um pico de 50 mil milhões de euros em junho de 2016 para um total de 11,4 mil milhões de euros (11,3 mil milhões de dólares) em junho de 2022.

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O rácio de incumprimento dos bancos portugueses situou-se em 3,4% do crédito total em junho, face a 17,9% em meados de 2016, mas acima da média europeia de 1,95%.

(US$ 1 = 1,0133 euros)

(Reportagem de Sérgio Gonçalves; Edição de Marcos Potter)