dezembro 9, 2021

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O último leilão de 5G de Portugal arrecadou 566 milhões de euros

LISBOA (Reuters) – O regulador nacional de Portugal ANACOM encerrou quarta-feira o seu tão aguardado leilão 5G, 200 dias após o início da fase principal de licitação, arrecadando cerca de 566 milhões de euros ($ 657,1 milhões).

Atrasada pela epidemia de COVID-19, a ANACOM lançou um leilão multiespectro em Janeiro deste ano, apesar de contestações legais por parte dos principais intervenientes, alegando que as regras eram injustamente a favor dos novos operadores.

O regulador permitiu que as operadoras aumentassem seus lances em apenas 1% em relação às ofertas da concorrência, criando um processo de traçado de incrementos crescentes. Reconhecendo uma “evolução muito lenta”, a ANACOM alterou a regra do aumento de pelo menos 3% para agilizar o processo.

A ANACOM foi recentemente criticada pelo Primeiro-Ministro António Costa, que disse ter arranjado um “grande atraso” para o desenvolvimento do 5G em Portugal.

Apenas dois países da UE, Portugal e Lituânia, ainda não lançaram um lançamento comercial da tecnologia 5G.

“A principal fase de licitações do leilão 5G … terminou hoje após 1.727 rodadas”, afirmou a ANACOM em comunicado, acrescentando que o leilão passa agora para a próxima fase de atribuição de direitos de utilidades aos operadores.

Antes da decisão final do conselho de administração da ANACOM, terá lugar uma “audiência de pré-julgamento de candidatos e licitantes”, afirmou o controlador.

Foram atribuídas frequências específicas a seis licitantes, entre as quais as empresas portuguesas de telecomunicações NOS e MEO, que atendem em conjunto todos os clientes móveis portugueses.

“Graças ao espectro que adquirimos, vamos garantir a melhor rede 5G, o que vai permitir a transição de Portugal para um país mais digital”, disse Miguel Almeida, CEO da NOS.

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($ 1 = 0,8613 euros)

(Relatório de Katrina Demoni; Edição de John Harvey)