dezembro 6, 2022

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Bruxelas está “preocupada” com sobrestimação dos preços das casas em Portugal

Comissão Europeia destacou “preocupações” com Portugal Aumento dos preços das casas“Sinais de sobrevalorização” e níveis de dívida pública e privada apontam para “persistência de desequilíbrios macroeconómicos”.

Em comunicado publicado em Mecanismo de alertaUm exercício de triagem de risco de possíveis desequilíbrios macroeconómicos, nota o executivo social, “em Portugal, preocupações relacionadas com os rácios da dívida das famílias e das empresas não financeiras, dívida externa face às administrações públicas e PIB. [Gross Domestic Product] As taxas de crédito foram mantidas após a crise da Covid-19, embora tenham retomado sua trajetória de queda.

“O crescimento nominal dos preços das casas está se acelerando e há sinais de supervalorização dos preços das casas”.

Constante “desequilíbrio”

No relatório do Mecanismo de Alerta deste ano, Bruxelas conclui que são necessárias reformas profundas em Portugal e em 16 outros Estados-membros, sendo que no caso português persistem “desequilíbrios” macroeconómicos, alguns dos quais já identificados.

Numa altura em que a economia da UE transita da recuperação da pandemia de Covid-19 para um forte abrandamento do crescimento sob pressões inflacionistas, Bruxelas tem desde o início evidenciado preocupações quanto à evolução dos preços em Portugal. As casas estão aumentando.”

“O crescimento nominal dos preços das casas aumentou de 8,8% para 9,4% em 2021. O crescimento nominal anual dos preços das casas aumentou para 13,2% no segundo trimestre de 2022. Estima-se que os preços das casas sejam 23% mais altos em 2021. Mais de dois terços do as hipotecas têm taxas de juros de até um ano.

Dívida pública

Outras “preocupações significativas” dizem respeito à dívida pública, segundo a Comissão Europeia, que alerta que “os riscos para a estabilidade financeira são elevados no médio prazo e no médio e longo prazo”.

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Ao nível da dívida privada, refere o executivo social, “existem impactos relacionados com o rácio da dívida das empresas não financeiras face ao PIB, embora em trajetória descendente”. Ainda assim, “existem fatores de risco associados à conjuntura macroeconómica”.

Quanto à dívida das famílias em relação ao PIB, “embora vá diminuir em 2021 e continuar a diminuir no primeiro semestre de 2022, mantém-se acima dos benchmarks prudentes e fundamentalistas”.

Neste exercício anual, Bruxelas identifica os Estados-membros que requerem uma análise aprofundada para avaliar se são afetados por desequilíbrios que requerem ação política, com um relatório do mecanismo de alerta.