Nós, os velhos
Blogue de Notas, twitter Sexta-feira, Fevereiro 3rd, 2012
Às autarquias, pela proximidade que devem manter com a sua população, competirá desenvolver um sistema de reconhecimento das carências óbvias numa população envelhecida.

Às autarquias, pela proximidade que devem manter com a sua população, competirá desenvolver um sistema de reconhecimento das carências óbvias numa população envelhecida.

Parece que lá muito para o Norte, numa terriola de nome Fareja (bandas de Fafe), as campas do respectivo cemitério paroquial são mais adornadas de flores plásticas que de naturais. A culpa é de uma cabra. Livre, liberta, libertina, gulosa, atrevida e impune como um sacrista pró-troika,

As duas primeiras personalidades do país têm gordas reformas: o Presidente da República tem 140.000,00 €/ano, e a Presidente da Assembleia da República, com ridentes 50 anos, já tem 101.000,00 €/ano.

A região de Santarém está em choque com a decisão da Unicer de fechar esta sua fábrica de cerveja, com o consequente impacto social! Que a ela tanto se lhe dá…

Morrer é sempre bastante ridículo, estas mortes insólitas que provocaram estranheza, que se fizeram rodear de peripécias, por vezes de aspectos cómicos, que contribuíram para mudar o curso dos acontecimentos, são um repertório de mortes não habituais ou incomuns.

Gosto de certas músicas do Stravinsky, mas há outras que me eriçam os cabelos; gosto de certas telas abstractas, mas há outras que terão sido feitas com o objectivo de épater le bourgeois e sacar-lhe cacau; e, dos vinhos que provo, nunca repito os que não me agradaram.

A minha mulher e eu estamos ambos desempregados excepto ela, felizmente. Cada primeiro sábado seguinte a ela receber, lá vamos nós à mercearia arregimentar víveres para as quatro semanas porvenientes. Chamamos a esse dia Sábado da Marca-Branca. Tal como o casal Aníbal & Maria, somos muitos poupados.

Pois temos agora aí um Governo que começa a sensibilizar-se com velhos fantasmas, que durante 50 anos envenenaram este pobre país.

Aqui têm porque é que todos os dias se assaltam lojas e ourivesarias e as caixas automáticas dos bancos.

O capitalismo é a arte de transformar searas em campos de golfe. Quando um Relvas alegre, eufórico até, chega a uma região e se põe a cortar centros de saúde porque sim e a apagar freguesias em nome dos números que do estrangeiro capitalmente lhe ditam, que de facto faz o Relvas? O Relvas desertifica. O Relvas esteriliza. O Relvas interdita. O Relvas joga golfe.
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