AMAR O AZEITE

em Cultura

Na próxima edição do Festival Nacional de Gastronomia o Azeite será o tema central da grande mostra dos comeres nacionais. A oliveira mãe das azeitonas «que para darem luz ao Mundo mel tormentos padeceram» alude a quadra do rifoneiro chegou à Península Ibérica há milénios tendo-se expandido por o hoje Portugal no decurso da romanização.

Para lá do importante valor simbólico religioso próprio das religiões do deserto, a árvore e o sumo das azeitonas são referidas muitas vezes na Bíblia, estão intimamente ligadas ao progresso científico e técnico da civilização Ocidental como bem explicam tratados de todos os géneros, cronicões, crónicas, cantigas, provérbios e demais esteios dos patrimónios imateriais e materiais.

O território ribatejano constituiu-se como grande centro de produção e distribuição de azeite desde o século XIV, assim continuando a ser até ais dias de hoje. Talvez por isso em 1946, Gustavo Barroso lembrou-se de publicar um livro intitulado Seca e Meca Olivais de Santarém.

O azeite em cru ou nas diversas cozeduras sempre deteve enorme importância na qualidade de remédio curativo de inúmeras maleitas especialmente nas feridas e chagas na pele, Aceite de Oiva Todo o Mal Quita, é um provérbio espanhol, na qualidade de gordura alimentar pouco a pouco, prática a prática, derrotou o unto (banha de porco) e a manteiga dadas as suas enormes virtudes culinárias. Pois bem, de 24 de Outubro a 4 de Novembro, miúdos e graúdos vão poder provar azeites, ouvir falas sobre os mesmos e usufruir de múltiplas receitas em cuja composição entra soberano para delícia dos palatos. Aos que não sabem o Festival vai ensiná-los a amar o azeite.

Armando Fernandes

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