Farmácias de Lisboa e Vale do Tejo identificam mais mil utentes com risco de diabetes

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109 farmácias de Lisboa e Vale do Tejo  encaminharam 1.038 utentes com risco moderado a muito alto de diabetes para o seu médico de família. Esta referenciação decorreu no âmbito do Desafio Gulbenkian “NÃO à Diabetes!”, realizado entre novembro de 2017 e maio de 2018, com o objetivo de informar e prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2, uma doença com custos importantes para o Serviço Nacional de Saúde.

A ação de rastreio nesta região avaliou 2.390 utentes, tendo identificado 62,3% com fatores de risco para desenvolver diabetes. A nível nacional, o projeto envolveu 383 farmácias de 64 municípios, avaliando um total de 8.112 utentes. A referenciação de mais de metade dos portugueses examinados nesta campanha deu origem a cerca de 2 mil consultas médicas. Foram diagnosticados 190 doentes que desconheciam ser diabéticos, traduzindo-se em 9,5% dos utentes com diabetes.

O rastreio através da avaliação do risco de desenvolver a doença, mediante fatores como a obesidade, tabagismo ou antecedentes familiares é fundamental, porque a diabetes é assintomática no início, mas pode provocar lesões em diversos órgãos, como os rins, olhos e sistema vascular. “Uma diabetes não diagnosticada, não controlada, com um nível metabólico desregulado e elevados níveis de glicose no sangue, tem um maior risco de complicações e pode conduzir à morte” esclarece Adelaide Figueiredo, médica no Centro de Diabetologia do Hospital Distrital de Santarém.

O diagnóstico precoce da diabetes é importante para prevenir lesões e complicações associadas, como o enfarte do miocárdio, os acidentes vasculares cerebrais ou o pé diabético. Nesta área, as farmácias são um elemento essencial nos cuidados de saúde primários e na promoção de hábitos de vida saudáveis.

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