Santarém – Movimento cívico apresenta na Câmara 12 propostas para o Campo da Feira

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A Associação Cívica Mais Santarém entregou, esta segunda-feira, ao presidente e vereadores da Câmara de Santarém o documento com 12 propostas de ação para a reabilitação do Campo Emílio Infante da Câmara, resultantes de um processo de debate que envolveu 30 personalidades do concelho.

O presidente da direção da Associação Mais Santarém – Intervenção Cívica, Armando Rosa, disse esperar que as propostas entregues aos eleitos do PSD, em maioria na Câmara Municipal de Santarém, e do PS, na oposição, “sejam atendidas e concretizadas no presente mandato autárquico, sob pena de serem mais uma oportunidade perdida para aquele espaço do planalto da cidade”. Pelo menos uma das propostas, notou Armando Rosa, já foi atendida pela Câmara, com a implementação esta semana do serviço de mini-autocarros gratuitos para a população idosa da cidade.

Com o título “Campo da Feira que futuro?”, o documento propõe que seja elaborado “um Plano Estratégico (PE) para o Campo Emílio Infante da Câmara (CEIC), definindo as principais opções para a sua ocupação, não descurando a sua interligação num plano mais vasto que defina o futuro urbanístico da cidade a médio/longo prazo”. Considera que o espaço do CEIC deverá ser de pouca densidade de construção e ter mais espaço verde de utilização multifuncional de modo a ter um uso transversal para todos os níveis etários.

Os promotores da iniciativa defendem que o plano estratégico deverá incluir alguns equipamentos públicos que sejam considerados vitais para o Concelho, por exemplo: uma sala de espetáculos para 400/500 espetadores, o Arquivo Municipal e a Biblioteca Municipal.

Preconizam a manutenção a Casa do Campino e da Praça de Touros, considerados pré-existências. Os promotores desta iniciativa defendem que o plano estratégico deverá ter contributos das forças vivas do Concelho e poderá ser ratificado na Assembleia Municipal.

Propõem que a Câmara de Santarém deverá dialogar com a Santa Casa da Misericórdia (SCMS) e tentar que se resolva o problema da Monumental Celestino Graça com a brevidade possível.

Consideram que a pré-existência Praça de Touros, não deverá condicionar o desenvolvimento e execução do Plano Estratégico e do Programa Funcional. Mas, sublinham, “de imediato deve ser suspenso o início do processo de requalificação da Av. Afonso Henriques que deverá ser incluída no Programa Funcional”.

Propõem que se inicie o debate com feirantes e outros interessados, sobre a deslocalização da Feira Quinzenal que, a prazo, não deverá continuar no Campo da Feira, pelo menos nos moldes em que é apresentada atualmente.

No documento, o Campo Chã das Padeiras é considerado “espaço desportivo a manter com as atuais funcionalidades, ainda que provisoriamente, mas sem ser um condicionante ao Programa Funcional”.

O documento propõe ainda que seja constituído um Conselho Consultivo do CEIC para acompanhamento de todo o processo de transformação do espaço. Deverá ser formado por associações, profissionais, cidadãos interessados e outros que se entenda poderem contribuir para que a cidadania continue dentro do processo e para que não se perca o esforço já despendido e plasmado neste documento”.

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