Santarém – Cláudia Coutinho renúncia ao mandato sem ter desempenhado cargo de vereadora

em Últimas

Cláudia Coutinho pediu a renúncia do mandato de vereadora da Câmara, para o qual foi eleita, mas não chegou a exercer. Vereadores da oposição criticam “situação enganosa para os eleitores”.

Em carta dirigida ao presidente da Câmara de Santarém, Cláudia Coutinho justifica a renúncia ao mandato com razões da sua vida pessoal, nomeadamente o ter que permanecer fora de Portugal, por tempo que não consegue determinar.

Eleita em 4.º lugar na lista do PSD, Cláudia Coutinho não chegou a desempenhar o cargo de vereadora, embora tenha vindo à tomada de posse numa cerimónia que foi adiada para permitir a sua vinda de Angola, onde continua a residir. Cláudia Coutinho vive em Luanda, com os dois filhos menores e o marido, Carlos Coutinho, ex-administrador das empresas municipais Scalabisport (agora Viver Santarém) e Desmor em Rio Maior, e atualmente no complexo desportivo do Clube Desportivo 1º de Agosto, ligado às forças armadas angolanas.

Na sessão da Câmara de segunda-feira passada, em que o executivo teve conhecimento da carta de renúncia, o vereador do PS Rui Barreiro começou por lamentar que a carta tenha saído na comunicação social antes de vir à Câmara, o que considera uma falta de respeito pelos eleitos municipais. Para Rui Barreiro, “os motivos agora alegados para a renúncia ao cargo já existiam antes de Cláudia Coutinho ser eleita, ou seja, já vivia em Angola com a família, pelo que a sua inclusão em lugar elegível na lista do PSD à Câmara criou expetativas de que viesse a assumir o cargo, o que nunca aconteceu, criando uma situação enganosa para os eleitores, uma vez que nunca prestou quaisquer serviços como vereadora neste mandato, o que merece ser vivamente condenado”.

O presidente da Câmara disse ser alheio ao facto da carta de Cláudia Coutinho, dirigida ao presidente da Câmara, ter sido notícia na semana passada. “Há fatores que se vão alterando na nossa vida, exógenas às nossas vontades, e que vieram alterar as premissas, pelo que não há qualquer engano para os eleitores”, respondeu Ricardo Gonçalves.

 

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Ultima de Últimas

0 0.00
Ir para Topo