Retratando o Chalet do Conde de Monsanto, que ficava na Quinta de São Bento, nas traseiras do “Liceu”, hoje Escola Secundária Sá da Bandeira, este postal é considerado, por todos os cartofilistas, como o mais raro da nossa terra. Porém, a afirmação só se torna rigorosa, se nos referirmos apenas a postais editados em Lisboa, versando a capital do Ribatejo. Com efeito, existe um postal único (e, claro, bem mais raro) da Escola dos Bombeiros, emitido em Santarém, a que, em distinta oportunidade, me referirei.
Voltando à relíquia, hoje aqui publicada, adianto tratar-se de um dos quatro exemplares que conheço. Pertenceu a Manuel Lourinho Pereira, preclaro coleccionador desta urbe. Em Santarém, há outro no acervo do Dr. Joaquim Martinho da Silva. Os restantes estão em Lisboa. Este exemplar, que se encontra em melhores condições, tem a particularidade de estar circulado (nenhum dos outros que vi assim se apresenta).
O Conde de Monsanto fez fortuna no Brasil e pagou parte da antiga Praça de Touros desta cidade. Foi, aliás, ele quem convidou o Rei D. Carlos para vir a Santarém proceder à sua oficial inauguração. A Câmara de Lisboa também deve à sua incansável bondade um tributo de gratidão, atendendo aos valiosos capitais fundiários com que enriqueceu o património da urbe olisiponense. José João Louro e Mário Louro (seu irmão), nossos preclaros amigos, são descendentes do Conde de Monsanto.
José Miguel Noras

