Jorge Justino sai com o desejo da nova residência de estudantes em Rio Maior

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O início da construção da residência de estudantes da Escola Superior de Desporto “deve ser um projeto urgente”, foi com este desejo que Jorge Justino, histórico presidente do Instituto Politécnico de Santarém ainda em funções se despediu das sessões de aniversário do instituto, no passado dia 6 de junho, numa sessão que se realizou precisamente na Escola de Rio Maior, que Jorge Justino ajudou a criar, a par com Silvino Sequeira.

Jorge Justino está de saída, não se recandidata e na sua última intervenção deixou o desejo de que esta residência comece a ser construída com brevidade, adiantando que já existe decisão favorável do Governo e que o novo projeto de arquitetura já está a ser elaborado. “Mas devemos pressionar a tutela no sentido de podermos acelerar o processo”, alertou, acrescentando que “os estudantes desta escola (ESDRM) não podem ser eternamente prejudicados”.

A sessão foi de homenagem a Marçal Grilo, antigo ministro da Educação que, segundo lembrou Jorge Justino, era o ministro que aprovou, em 1997, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Marçal Grilo foi homenageado e proferiu a oração de sapiência sobre a importância do ensino superior para o interior.

Justino sai numa altura em que se começa a debater as propostas para um novo regime jurídico do ensino superior e, embora não se preveja que aconteça nesta legislatura, é algo que o ainda presidente do IPSantarém quer ver a ser discutido entre os politécnicos. Além disso, conforme salientou no seu discurso, um relatório da OCDE recomenda a valorização do ensino superior, em especial do ensino politécnico e da sua “missão profissionalizante” e do seu papel no desenvolvimento das regiões em que está integrado. Nesse caminho, Jorge Justino destacou a criação de cursos técnicos superiores profissionais que vem eliminar algumas lacunas profissionais do mercado.

Em cima da mesa, está também a possibilidade de os politécnicos virem a ministrar doutoramentos, algo que o presidente do IPSantarém define como um dos seus desejos para o futuro da instituição. Mas fala na necessidade de haver “exigência” aos docentes e da qualidade do curso em termos pedagógicos e científicos. Apesar do IPSantarém ter descido uma posição (de 3º para 4ç) no ranking dos politécnicos com maior grau de empregabilidade, o presidente Jorge Justino destaca o bom desempenho na área do desporto universitário, tendo sido o politécnico mais medalhado em 2017.

De saída, o presidente cessante deixou alguns conselhos e compromissos assumidos que os sucessores deverão honrar, nomeadamente, o facto do Politécnico de Santarém se ter tornado um centro de colaboração do Exam Center, viabilizando a certificação de estudantes ao nível da língua inglesa. O “caderno de encargos” deixado por Jorge Justino incluía ainda o objetivo do instituto continuar a “criar riqueza própria” e aumentar as receitas. Ficou ainda a novidade de que estão adiantadas as conversações com as duas comunidades intermunicipais, Lezíria e Médio Tejo, e com a Nersant para o estreitamento da cooperação e desenvolvimento regional, e ainda que o IPSantarém está a alargar as parcerias em termos académicos em dois projetos: uma parceria de doutoramento com a Universidade do Algarve para que em Santarém seja lecionada uma unidade curricular da formação em Arte e Comunicação Digital; e ainda que vai ser criado um polo em Santarém do Centro de Investigação em Artes e Comunicação, no âmbito do projeto de Literacia Digital e Inclusão da Universidade Aberta.

Entre os “desejos de futuro” de Jorge Justino ficou ainda a recomendação para que o seu instituto se mantenha numa postura de “escuta ativa” do território onde se insere, que aposte na “sustentabilidade, qualidade e desenvolvimento”, que dependa cada vez menos do orçamento de Estado e que prime por uma “gestão eficaz”.

 

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