Torres Novas: Trabalhadores da base do Lidl pedem melhores salários e condições de trabalho

em Economia

Alguns dos cerca de 150 trabalhadores da entreposto Lidl em Torres Novas estiveram reunidos em plenário com o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e os representantes distritais e locais do Sindicato do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal.

Segundo Arménio Carlos, os trabalhadores revelaram “descontentamento e contestaram a recusa da empresa em negociar com o sindicato  a atualização anual de salários” e a existência de muitos contratos de trabalho a tempo parcial “que estão a inundar a empresa quando muitos destes trabalhadores estão a ocupar postos de trabalho permanentes”. Segundo o dirigente da CGTP, os trabalhadores ponderam avançar com uma greve, a 29, 30 de abril e 1 de maio, caso a empresa não aceite estas reivindicações e outras mais específicas. Segundo o sindicato, os salários dos trabalhadores deste entreposto já não são atualizados há cerca de seis anos. “A empresa vem com prémios e outras formas para contornar os aumentos salariais, se continuarmos assim, dentro de alguns anos estaremos a ganhar o mesmo que a concorrência, que é o salário mínimo nacional”, acrescentou Duarte Oliveira, dirigente sindical e trabalhador no entreposto.

No balanço da jornada nacional nacional de luta, promovida pelo Sindicato do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) está a desenvolver no sector da grande distribuição, entre 9 e 20 de abril. “É um setor com enormíssimos lucros e continua a não ceder à possibilidade de atualizar os salários. É um setor em que há uma desregulação brutal dos horários de trabalho, que põe em causa a articulação da vida profissional com a vida pessoal. Temos adesão significativa aos plenários e greves, mesmo apesar de pressões,” referiu Arménio Carlos.

Esta jornada teve também  o objetivo de debater a negociação em curso da contratação coletiva, que está em discussão há 16 meses ainda sem acordo. A associação patronal exige contrapartidas para atualização da tabela salarial, que é de 2016 e já está desatualizada. Os patrões exigem que os trabalhadores abdiquem do pagamento de trabalho extraordinário, do dia feriado e do dia de descanso semanal de forma diferenciada. Os dirigentes do sindicato recordam que o contrato coletivo já permite que os horários sejam agilizados de acordo com a realidade da empresa. Já se considera que domingos e feriados já são dias normais do setor. O setor terá lucrado cerca de 10 mil milhões de euros em 2017.

Na próxima segunda-feira, há plenário de trabalhadores no armazém de logística do grupo Dia, do Mini Preço, em Torres Novas.

 

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