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Carta aberta – A PSP, os sindicatos e as multas em Santarém

em Opinião

A Polícia de Segurança Pública é uma instituição prestigiada e a quem se tem de prestar reconhecimento pela sua ação no terreno, apesar das condições de trabalho muitas vezes desvalorizadas e não compreendidas por muitos dos que só têm a agradecer o seu trabalho e abnegação pela segurança dos cidadãos.
No entanto, reconhecendo todo o seu valor institucional, sinto uma enorme perplexidade com o que veio a público numa pesquisa feita pelo Diário de Notícias (4 de Abril), em que punha a nu a situação sindical dentro da PSP. Então fiquem V. Exas. a saber que na PSP existem, nem mais nem menos, que 16 (dezasseis) sindicatos, todos eles com os mesmos direitos e regalias atribuídas aos seus delegados e dirigentes. Três desses sindicatos têm mais dirigentes e delegados, do que sócios. Ao todo, em 15.177 associados, existem 3.680 delegados e dirigentes.
“Segundo o regime em vigor, cada dirigente tem direito a quatro folgas por mês para atividade sindical. Os delegados têm 12 horas. Tudo somado, de acordo com os dados da Direção Nacional da PSP, em 2017 o total de 3680 dirigentes e delegados tiveram mais de 36 mil dias de folga. O impacto na gestão das patrulhas e na marcação das escalas é um facto assumido por comandantes ouvidos pelo DN. “Numa altura em que a falta de efetivos é uma realidade, um que se ausente causa sempre perturbações nas equipas que estão formadas”, explica um desses comandantes, da zona de Lisboa.”
Será esta a explicação para a falta de policiamento na nossa cidade? Será fácil extrapolar para a sede de distrito o enorme número de dias de folga que se verifica a nível nacional, atribuído à atividade sindical. Só que isso não explica as opções do Comando da PSP de Santarém entre a vigilância ao estacionamento ilegal e que afeta os peões na cidade e o estacionamento tarifado. É notório que, praticamente a única opção da PSP em Santarém é a caça à multa no estacionamento tarifado. Se há veículos estacionados nos espaços pedonais que impedem a circulação de peões e deficientes motores mesmo em frente à esquadra, isso já pouco importa. Há que prestar contas à Abispark e cumprir os objetivos.
É uma vergonha o que se passa em Santarém com a fiscalização ao estacionamento pago e com a falta de policiamento de proximidade noutras zonas. Certamente que a Câmara tem de ter uma palavra a dizer sobre este assunto. Pode ser que entre uma e outra festança, se ponham a isso.

Manuel Rezinga
manuel.rezinga@hotmail.com

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