Vale de Santarém – Obras na escola adiadas pela segunda vez

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Quase um ano depois do falhanço do primeiro concurso, este novo adiamento da obra foi questionado na sessão da Câmara de segunda-feira pelos vereadores da oposição que criticam a incapacidade municipal para fazer obras há muito reclamadas pela população.
Em resposta às perguntas do vereador do PS, José Augusto Santos, o presidente da Câmara confirmou que mesmo com um aumento de preços, não houve interessados neste segundo concurso e, por isso, o procedimento vai ter de ser repetido. “Não é só em Santarém que os concursos estão desertos”, respondeu o presidente, justificando as várias empreitadas desertas, com o crescimento das obras no país, após os anos de crise que ditaram a morte de muitas empresas do setor.
“Afinal, o que vai acontecer à Escola do Vale de Santarém? Já é a segunda vez que não se consegue fazer as obras na escola. As minhas duas sobrinhas já estudaram lá e saíram, sem que a obra tivesse começado”, disse Rui Barreiro, questionando o presidente da Câmara sobre os sucessivos fracassos no arranque de uma obra há muito reclamada pela população e Junta de Freguesia. Como, aliás, o presidente reconheceu ao lembrar que já quando Rui Barreiro foi presidente se falava na necessidade de obras na escola. O que, passados 12 anos, torna ainda mais evidente “esta incapacidade municipal para fazer a obra na escola”, como sublinhou o vereador socialista.
O presidente respondeu que “é prioridade lançar novo concurso de imediato”, mas atendendo à possível atualização dos valores para mais de 300 mil euros de investimento, o processo poderá ter passar pelo Tribunal de Contas. O preço base deste segundo concurso da escola do Vale de Santarém, que contempla a criação de mais salas de aula, centro de recursos, refeitório e adaptação de casas de banho, tinha um preço base a rondar os 218 mil euros, com um prazo de execução de 180 dias. O primeiro concurso, ganho pela empresa Tytec, em Maio de 2017, ficou sem efeito devido à desistência da empresa numa fase em que já não era possível adjudicar a obra à segunda classificada.
O vereador do PS José Augusto Santos questionou igualmente o presidente sobre os concursos das obras nas escolas da Portela das Padeiras e de Amiais de Baixo. Segundo o presidente da Câmara, o concurso para a escola da Portela das Padeiras tem uma empresa interessada que deverá iniciar as obras assim que estiverem concluídos todos os trâmites legais, devendo estar concluídas seis meses após o início da construção.
Ricardo Gonçalves adiantou ainda que o projeto para a requalificação da escola básica de Amiais de Baixo, no valor de 160 mil euros, já está concluído e a empreitada será lançado ainda este mês.

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