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Lezíria ganha unidade móvel de rastreio à tuberculose e tumores

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Esta semana foi apresentada e colocada a funcionar a primeira Unidade Móvel de Radiorrastreio (UMR) da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e que vai estar ao serviço da população abrangida pelos centros de saúde do ACES Lezíria, isto é, os concelhos da Lezíria do Tejo (200 mil utentes) e também pelos utentes do concelho da Azambuja (6 mil utentes). A unidade foi “inaugurada” pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, no Centro de Saúde de Almeirim, e foi resultado de uma candidatura que teve apoio de fundos europeus no valor de 685 mil euros.

Na prática, trata-se de um centro móvel de radiologia (raio-x), equipado com equipamento de Radiologia Convencional Digital Direto. É a unidade móvel de rastreio mais sofisticada do País e tem tecnologia “de ponta” a nível da Europa. Segundo nota da ARS, a unidade “permite uma maior acuidade e mais rápida assunção dos diagnósticos”, porque pode deslocar-se junto dos utentes e “antecipar o início da terapêutica e a monitorização, bem como reduzir o risco da doença e a sua eventual transmissão”. A principal preocupação no rastreio vão ser as patologias respiratórias como a tuberculose que, em 2017, ainda registou 16 casos por cada 100 mil habitantes, embora na última década Portugal tenha conseguido reduzir em 40% a sua incidência registada. Conceição Gomes, coordenadora do programa de Tuberculose da ARS, explicou que a unidade vai permitir realizar exames com “baixíssima radiação” e ir ao encontro de populações de maior risco de incidência de turberculose, como os prisioneiros, os toxicodependentes, os imigrantes, entre outros. No entanto, os exames realizados nesta unidade podem ajudar a detetar ainda um vasto leque de patologias pulmonares, entre as quais algumas neoplasias (tumores e cancro no pulmão). Conceição Gomes frisou ainda que este projeto tem anos de trabalho e de insistência e é importante porque não se pode descurar do trabalho já feito e que permitiu reduzir em muito o número de casos desta epidemia. O objetivo é chegar a 2030 quase em casos de tuberculose.

A unidade dispõe de energia própria pelo que não precisa de um local específico para parar o exame de raio-x que for gerado pelo equipamento é imediatamente enviado, em suporte digital, para um radiologista e para os médicos do Centro de Diagnóstico Pneumológico. Posteriormente é remetido para o médico que acompanha o utente, quer seja médico de família ou de outra especialidade.

A vinda do secretário de Estado a Almeirim trouxe ainda mais prendas, seis novas viaturas que vão estar ao serviço dos profissionais do ACES Lezíria e que ficarão alocadas às unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Almeirim e Santarém, às unidades de Saúde Familiar (USF) Alviela, Almeida Garrett, Planalto, S. Domingos, Foral Novo e Vale do Sorraia, à Equipa Comunitária de Cuidados Paliativos e da Equipa de Saúde Pública do ACES Lezíria, e às unidades de Cuidados Continuados (UCC) Almeirim/Alpiarça e de Salvaterra de Magos. Estas viaturas vão permitir chegar a um universo de 150 mil utentes e foram também resultado de uma candidatura a fundos europeus, no valor de 150 mil euros.

A visita do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde ao ACES Lezíria terminará com a ida ao Centro de Saúde de Alpiarça, onde irá inaugurar a Unidade de Saúde Familiar com o nome da localidade. A USF Alpiarça começou a funcionar em dezembro de 2017 em instalações renovadas e possui 6.742 utentes inscritos, distribuídos pelas listas de quatro médicos de família. A equipa completa-se com quatro enfermeiras três assistentes técnicas e duas assistentes operacionais.

O secretário de Estado destacou a importância de “fortalecer os cuidados primários” e de articular mais o trabalho dos centros de saúde com o dos hospitais para evitar deslocações dos utentes e custos mais elevados. Fernando Araújo diz que é preciso “humanizar” os cuidados mas também as instalações de saúde e que, nesse sentido, está em curso “uma vaga de novas unidades, a maior desde a criação do SNS”.

O presidente da Câmara de Almeirim e da CIMLT, Pedro Ribeiro, destacou a importância das “pequenas grandes conquistas do SNS” e que este investimento nestas viaturas “é uma boa notícia para os que acreditam no SNS”. Apesar de satisfeito, Pedro Ribeiro diz que agora já não faltam tantos médicos mas sobretudo administrativos, pessoal operacional e auxiliares e pediu que se recomece a luta para que os profissionais que estão a chegar à reforma sejam substituídos.

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