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Font Salem investe 40 milhões até 2020 para duplicar a produção

em Economia

A Font Salem está já a investir cerca de 40 milhões de euros para duplicar a capacidade produtiva da fábrica de cervejas, refrigerantes e águas de Santarém. O investimento vai permitir criar uma sétima linha de enchimento de vidro, que se junta às seis linhas já existentes. A fábrica vai também aumentar o emprego, criando mais cerca de 40 postos de trabalho, a juntar aos cerca de 200 que já aqui trabalham. Este reforço de produção permite também dar reposta a novos tipos de clientes e fabricar mais produtos. Atualmente a unidade de Santarém produz cerca de 200 milhões de litros de bebidas (cerca de 100 milhões são cerveja) e prevê chegar aos 400 milhões. A fábrica produz várias marcas próprias de cerveja, como a Tagus, e também de sumos e águas (aliás a excelente captação de água nesta zona foi um dos motivos para a instalação aqui de uma fábrica de cervejas), mas esta unidade também se especializou em fazer produções à medida dos diversos clientes da grande distribuição. Esta nova linha de enchimento vem dar resposta precisamente a essa necessidade de encher produtos para outras marcas e para os mercados internacionais. Recorde-se que a Font Salem é líder ibérica no mercado de enchimento para marcas da grande distribuição e também no co-packing, isto é, no enchimento para outras grandes marcas, como faz atualmente para a Unicer, sobretudo no Verão, desde que a cervejeira portuguesa encerrou a laboração em Santarém.

O investimento agora anunciado vai somar aos 60 milhões de euros já investidos na fábrica de Santarém pela Font Salem desde que adquiriu a unidade em 2010 à Iberpartners, de Jorge Armindo, numa altura em que esta fábrica, inaugurada em 2002 pelo empresário José Sousa Cintra, se encontrava já em processo de insolvência. “Quando chegámos encontramos uma fábrica com equipamento obsoleto. Logo no primeiro ano atingimos a capacidade máxima de produção”, salientou Antoni Folguera, administrador e diretor-geral da fábrica de Santarém. O responsável direto do grupo espanhol em Santarém destacou ainda que a fábrica fica preparada para produzir todo o tipo de cervejas e refrigerantes, substituindo muita importação de produtos estrangeiros e também a necessidade da indústria nacional ter de mandar produzir fora de Portugal. Segundo ele, a capacidade atual da fábrica é quatro vezes superior à inicial, um crescimento que torna esta fábrica na mais importante do grupo Font Salem. Por outro lado, será aumentada a capacidade de armazenamento, numa unidade em que o espaço não é problema, já que a fábrica está instalada num terreno com perto de 30 hectares.

A Font Salem pertence ao grupo Damm, líder ibérico de cervejas. O presidente deste grupo, Demetrio Arce, veio a Santarém ao anúncio deste investimento e destacou a “localização privilegiada” da fábrica de Santarém, com bons acessos a sul e do norte da Península Ibérica (por exemplo, a fábrica de Santarém fica mais próxima de Sevilha do que as unidades do grupo em Valência), mas sobretudo pela proximidade ao Porto de Lisboa, funcionando como plataforma para outros mercados internacionais. “Confirmamos o nosso compromisso com Santarém e com Portugal e este investimento é um passo definitivo para o crescimento no mercado internacional”, afirmou Domenico Arce.

O mercado ibérico é o principal destino da produção desta fábrica de Santarém, que exporta cerca de 65% da sua produção. Mas o objetivo é chegar a outros mercados internacionais graças ao investimento agora realizado. O presidente da Font Salem, Jamón Agenjo, destacou o facto desta unidade ter superado as expectativas” e estar a faturar já cerca de 100 milhões de euros (dados de 2017) em apenas 10 anos de atividade sob a gestão do grupo. O empresário pediu ao Governo, representado pelo ministro da Economia, para que evite medidas contra o setor e aproveitou para agradecer o apoio prestado pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) que apoiou na captação de fundos comunitários e de ajudas nacionais, levando a que este investimento agora anunciado tenha uma comparticipação próxima dos 15%.

O ministro da Economia disse que este é mais um investimento que espelha a recuperação económica de Portugal e destacou o facto desta fábrica, que nasceu com a vocação orientada para o mercado interno, “ter sabido reorientar-se para o mercado externo”. “A cerveja tem tido um crescimento de peso nas exportações e também um aumento de consumo interno graças ao turismo”, frisou o ministro Manuel Caldeira Cabral. Já o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, elogiou o investimento, disse que “Santarém agradece por terem acreditado no concelho” e até disse que o desemprego que existe no concelho é “algo fictício” porque há muitas empresas, como o caso da Font Salem, a quererem contratar e não encontram oferta entre os desempregados disponíveis. Depois disse que a autarquia apoia as empresas que invistam 1 milhão de euros ou mais através isenção de taxas de IMI e de IMT e, aproveitando a presença do ministro, deixou o pedido de atenção às obras de requalificação da EN 362, que passa ali ao lado da fábrica da Font Salem, e liga Santarém a Alcanede, onde existe um setor da pedra que gera qualquer coisa como 800 milhões de euros de negócios.

Cintra, ainda se produz? A conhecida marca de cervejas “Cintra”, criada pelo investidor inicial Sousa Cintra, ainda se mantém em produção “dentro dos ativos da companhia”, embora praticamente tenha desaparecido do mercado em Portugal, vendendo-se “de forma residual” em alguns mercados africanos e asiáticos. É aliás, a partir de Angola que a Font Salem exporta para outros mercados africanos e também para a América do Sul e China, onde predomina a marca Tagus.

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