Ricochete

em Opinião

A azáfama de uma mudança de casa implica choques e tropeções. O esforço de arrumar um espaço, de modo a conferir-lhe um conforto substantivo que permita a designação de lar, não se isenta de conflitos e de algumas mazelas. No entanto, dependendo do cuidado que se empenha na tarefa, essas amofinações podem ser tremendas feridas rasgadas na pele ou meras e superficiais nódoas negras. Neste momento, no PSD, estamos num processo dessa natureza, alterando e arrimando, de maneira a chegarmos às escolhas de um novo líder e de uma visão política para o País. A prudência, por conseguinte, aconselharia freio nos ataques internos para que estes não originem fracturas insuperáveis; porém, a prudência não triunfou! Pedro Santana Lopes optou por utilizar pessoas como armas de arremesso contra Rui Rio, instrumentalizando-as, numa postura muito pouco personalista, em fuga intencional ao debate de ideias e de projectos. O problema desta atitude é o denominado ricochete. Tentando fazer da Associação 25 de Abril um coio de malfeitores, em conluio com o seu contendor, o ex-Provedor da Santa Casa não se apercebeu de que arrastou para uma suposta lama Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos Carreiras e Miguel Relvas. Ou seja, definiu como critério de perversidade a participação em eventos organizados por essa agremiação, quando dois dos seus apoiantes por lá passaram, bem como o indivíduo que ambiciona observar reconduzido na Presidência da República. Qual seria o comportamento coerente diante disto? Todos percebem, mas, vexados, não o dizem. Pior! Sem discutir apreços ou desapreços por Pacheco Pereira, a diabolização do homem para atingir um desejado e impuro contágio (Kant verteria lágrimas), como é óbvio, abraça todos aqueles que tocaram na putativa criatura pestífera. Cada um avaliará se se sente ofendido, mas não deixo de relevar o que isto representa para os militantes riomaiorenses, principalmente, para Isaura Morais. Relembro que Pacheco Pereira foi mandatário da candidatura autárquica da actual Presidente da Câmara de Rio Maior.

João Salvador Fernandes

 

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