Startup Santarém vai ter que duplicar capacidade

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Já fez um ano desde que foi inaugurada a Startup Santarém, no Centro de Inovação Empresarial de Santarém (antiga EPC), e a infraestrutura vai ter que duplicar o espaço para dar resposta às solicitações porque já se encontra no máximo de capacidade, conforme revelou a presidente da Nersant, Salomé Rafael, no encerramento do II Fórum da Inovação e do Empreendedorismo, que decorreu nos dias 29 e 30 de novembro em Santarém. A Startup acolhe atualmente 43 empresas. A presidente da Nersant referiu ainda que brevemente será criada a Startup de Alcanede, uma zona do concelho que tem também muito dinamismo empresarial.

A presidente da Nersant sublinhou ainda que o apoio ao empreendedorismo é já uma marca da associação empresarial há quase 20 anos. E o trabalho tem dado frutos: “nos últimos 4 anos, apoiamos 1934 empreendedores, a Nersant apoiou diretamente a criação de 439 empresas e, só neste ano, já apoiou a criação de 83 empresas”. A dirigente acrescentou ainda que estes números traduzem-se num investimento de 8,7 milhões de euros e na criação de 693 novos postos de trabalho. Estes resultados foram elogiados pela secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, que defende que “o ecossistema empreendedor pode ajudar todas as empresas na transição para a indústria 4.0 “. A governante esteve de passagem pelo fórum, elogiou o trabalho da Nersant na promoção destes empreendedores, e destacou o “ecossistema empreendedor que aqui se vive e a Nersant está de parabéns”. No entanto, a secretária de Estado reconhece que um dos potos fulcrais é o acesso ao financiamento e, por isso, informou que o Governo vai disponibilizar 280 milhões de euros para apoiar o empreendedorismo e alavancar as startups, entre financiamento público e privado.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, interveio na sessão e disse que “os autarcas da região têm o trabalho facilitado pelo trabalho desenvolvido pela Nersant”. O autarca foi acompanhado por uma jovem estudante de Santarém, que participava no projeto “Autarca por um dia” dinamizado pela autarquia, que afirmou: “os jovens têm iniciativa, têm inteligência e capacidade de desenvolver ideias inovadoras e quero agradecer à Nersant a oportunidade de desenvolvermos esse lado empreendedor, porque é nos jovens que está o futuro”.

No final das intervenções foram entregues os certificados para os empreendedores que criaram empresas em 2016 e 2017 e para os vencedores de concursos de ideias de negócios no âmbito do projeto Ribatejo Empreende. Durante esta segunda manhã do Fórum decorreu ainda a apresentação de 20 startups apoiadas pela Nersant. No espaço do Convento esteve também uma mostra destas startups, conjugada com um conjunto de entidades que poderiam apoiar estes empreendedores, assim como uma mostra das mais de 170 empreendedores individuais apoiados pela associação na criação do seu posto de trabalho e empresas em nome próprio.

 

Municípios da Lezíria e Nersant em projeto de sustentabilidade ambiental  

A Nersant e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo desenvolveram e candidataram a apoios comunitários um projeto designado “Lezíria + Sustentável” que visa apoiar as empresas a serem mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, agindo sobre os processos produtivos e trazendo para o seu dia-a-dia o conceito de economia circular. Este projeto foi destacado no primeiro dia do Fórum, num workshop que juntou dirigentes da Nersant e autarcas da Lezíria a empresários ligados a este projeto que conta já com 23 candidaturas. Por se encontrarem em fase de análise do Portugal 2020, o presidente da Comunidade Intermunicipal, Pedro Ribeiro, afirmou que “a burocracia não pode ser um entrave” ao avanço dos projetos. “Tudo o que tem a ver com a sustentabilidade não é só algo que está na moda, é algo vital para a nossa sobrevivência enquanto espécie”, afirmou Pedro Ribeiro. Também a presidente da Nersant, Salomé Rafael, pediu maior celeridade na análise das candidaturas. “Durante muitos anos, acreditámos que os problemas ambientais eram apenas uma preocupação dos ambientalistas. Não o são, e hoje as empresas têm aqui um nicho de mercado muito interessante”, salientou a responsável.

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