Debate em Santarém – O que está a falhar no combate aos crimes ambientais no Tejo

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A incontida indignação da assistência espicaçou o debate sobre o “Rio Tejo ameaçado de morte”. E que soluções para combater os crimes ambientais que parecem ficar sempre impunes? Foi isso que o debate organizado pela Concelhia de Santarém do PS, procurou descobrir, com as participações do ativista ambiental Arlindo Consolado Marques, do engenheiro da EPAL e vereador da Câmara de Santarém, José Augusto Santos, do adjunto do secretário de Estado do Ambiente, Jorge Machado Dias, e do vereador da Câmara e ex-secretário de Estado das Florestas, Rui Barreiro, tendo como moderador André Lopes. Da assistência, destacaram-se as intervenções dos deputados Patrícia Fonseca, do CDS-PP, e Hugo Costa, do PS, do presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, e do vereador do Bloco de Esquerda de Abrantes e do pescador da Golegã Mário Costa.
O debate iniciou-se com Arlindo Consolado Marques a relatar a sua história de luta e denúncia dos crimes ambientais no rio Tejo e afluentes, iniciada em 2014 quando as águas do rio surgiram tingidas cor de vinho em 2014 e os pescadores da aldeia perderam o seu sustento de vida. “Nem os lagostins da Louisiana resistiram à poluição na altura com origem na fábrica de celulose de Vila Velha de Ródão”, contou Arlindo Marques que sofreu na pele o seu ativismo ambientalista quando o dono de uma fábrica poluidora da Ribeira da Boa Água em Torres Novas abalroou o carro onde seguia com o filho de 10 anos… Como o moderador do debate sublinhou, sem Arlindo Marques não estaríamos informados sobre estes crimes ambientais que, desde há 3 anos, ele vem denunciando nas redes sociais, em centenas de horas de vídeos feitos a expensas próprias.
Para o adjunto do secretário de Estado do Ambiente, Jorge Machado Dias, a principal dificuldade das entidades oficiais para aplicar a lei sobre as empresas poluidoras são os elementos de prova. Sublinhou a aplicação do plano nacional de fiscalização e inspeção, nas 5 comissões coordenação regional, envolvendo o SEPNA e as autarquias, num esforço de articulação das várias entidades para atuarem em concertação. Defendeu o trabalho realizado pela Inspeção Geral, mas considera que é necessário ainda sensibilizar os magistrados do Ministério Público para acabar com a sensação de impunidade para quem comete crimes ambientais. O adjunto do secretário de Estado do Ambiente adiantou ainda que o problema da Celtejo, a grande celulose de Vila Velha de Ródão, deverá ficar resolvido até final este ano. Em causa o facto desta fábrica produzir três vezes mais do que a capacidade da Estação de Tratamento.
A deputada do CDS-PP Patrícia Fonseca sublinhou a necessidade de reforçar as verbas para a fiscalização e entende que não se podem conceder licenças de produção quando não existem condições para tratar os efluentes industriais. Já o deputado do PS Hugo Costa afirma que as empresas devem cumprir as regras ambientais e aquelas que não cumprirem devem ser levadas a tribunal e encerradas. Jorge Machado Dias concordou, sublinhando que pela primeira vez, com este governo, foram fechadas duas fábricas e um em+presário foi preso no norte do país por crimes ambientais.
José Augusto Santos, engenheiro da EPAL e vereador do PS na Câmara de Santarém, deu conta da evolução das captações de água no Tejo em Valada. “Quanto melhor água temos menores são os custos do seu tratamento”, afirmou. Segundo o engenheiro, já foram investidos 13 milhões de euros nesta estação para fazer face às alterações da água do Tejo, custando atualmente três vezes mais tratar a água do Tejo do que a da albufeira de Castelo de Bode. O vereador deixou testemunho do choque que sofreu ao ver nessa manhã de domingo a poluição das águas da nascente do rio Alviela que se apresentam negras devido a uma descarga poluente.
Já para Rui Barreiro, o rio Tejo é uma questão central para a região e não teve ainda a atenção nacional que merecia. Defende que o próximo quadro comunitário de apoio deverá ter um programa específico para o rio Tejo. Para este antigo presidente da Câmara de Santarém, “a fiscalização municipal tem um papel essencial, mas tem descurado este problema. “Não é por falta de meios ou de leis que osn setriços não atuam, mas por falta de articulação interna e o Ministério Público também não está ainda sensibilizado para a importância dos crimes ambientais.

5 Comments

  1. Debate sobre um tema transcendente RIO TEJO / AMEACADO DE MORTE levou ‘a sala reduzido numero de pessoas!!!!!!! INCRIVEL. Sera’ que a POLUICAO, que a todos nos afecta, e’ um assunto de somenos? A indiferenca classifica – se como um dos piores comportamentos do ser humano. Acordai homens e mulheres de BOA VONTADE.

    Rodolfo ” Rudi ” Batalha – Fi

  2. Debate sobre um tema transcendente RIO TEJO / AMEACADO DE MORTE levou ‘a sala reduzido numero de pessoas!!!!!!! INCRIVEL. Sera’ que a POLUICAO, que a todos nos afecta, e’ um assunto de somenos? A indiferenca classifica – se como um dos piores comportamentos do ser humano. Acordai homens e mulheres de BOA VONTADE.

    Rudi B. – Fi

  3. O QUE LEVA AS PESSOAS A DEGRADAREM O MEIO AMBIENTE MESMO SABENDO DE ANTEMAO QUE E’ UM CRIME PUNIDO PELA LEI (SIC)? O MAL DENTRO DE SI?

    RODOLFO ” RUDI ” BATALHA – FI

  4. Debate sobre um tema transcendente RIO TEJO / AMEACADO DE MORTE que levou ‘a sala reduzido numero de pessoas!!!!!!! INCRIVEL. Sera’ que a POLUICAO, a todos nos afecta, e’ um assunto de somenos? A indiferenca classifica – se como um dos piores comportamentos do ser humano. Acordai homens e mulheres de BOA VONTADE.

    Este comentario ja’ o bati varias vezes. E ficar trancado …….

    Rudi B. – Fi

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