Industriais de Alcanena vão avaliar origem dos maus cheiros

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A AUSTRA – Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena vieram esta semana a público explicar que aguarda os resultados de um estudo que encomendou à Universidade Aveiro para caracterizar “os odores produzidos e as suas fontes” e que estão a afetar, com maior intensidade nas últimas semanas, toda a vila e arredores. Este estudo vai avaliar sobretudo a zona da ETAR e os aterros próximos, assim como a forma como os odores se dispersam a partir desta localização. Com base neste estudo, a AUSTRA vai depois avaliar outras fontes de odores, como caixas de visita, coletores e outros locais. Os trabalhos dos técnicos da Universidade começaram esta semana, numa altura em que a atividade industrial no concelho já está em pleno, após as férias. “A nossa opinião é que só conhecimento informador poderá conduzir a soluções adequados”, refere comunicado da AUSTRA, acrescentando que foi já implementado um “plano interno de monitorização de fontes possíveis de odores”, do qual são enviados relatórios semanais à Câmara Municipal de Alcanena. A AUSTRA esclarece ainda que existe já em funcionamento um sistema de desodorização instalado na ETAR, mas que nunca esteve em funcionamento. Por isso, e após outros investimentos mais prioritários, como foram os coletores e a requalificação das fases primárias da ETAR, a AUSTRA julga ser tempo de investir neste sistema de remoção de odores, prevendo-se que a solução possa avançar até ao final do ano. A associação aguarda ainda por verbas para requalificar a zona de entrada de efluente industrial na ETAR com um sistema de extração de gases.

Nos aterros, existem dois equipamentos de desodorização no aterro de resíduos sólidos e outro no aterro de lamas. O conselho de administração da AUSTRA decidiu adjudicar ainda a compra de um novo biofiltro de desodorização para a zona das bombas de lixiviado dos aterros.

Origem A nível da condução de efluentes das fábricas para a ETAR, através dos coletores, é que pode estar também na origem de alguns maus cheiros. Por isso, já existem mecanismos de extração e tratamento de gases e a AUSTRA encomendou um parecer a dois consultores sobre esta matéria, tendo recebido a proposta de ser instalado, em cada dos coletores, uma unidade de extração e desodorização com tratamento químico e biológico. Há ainda um efluente que pode estar a dar origem a estes maus cheiros e que é composto por sulfuretos, que são enviados pelos coletores em horas noturnas, fora do horário de trabalho das fábricas, conforme foi convencionado com os industriais. A AUSTRA pondera fazer a recolha deste efluente através de camião diretamente nas fábricas.

A par destas mudanças, a AUSTRA tem já em funcionamento um sistema online de monotorização da quantidade de efluentes e das descargas dos seus associados. A AUSTRA esclarece ainda que não pode exercer fiscalização às indústrias sempre que os associados impeçam a entrada dos agentes. “As empresas nessas condições são, felizmente, escassíssimas e são do conhecimento da Câmara Municipal, da APA – Agência Portuguesa do Ambiente e do IGAMAOT”, refere nota da AUSTRA.

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