Município de Coruche na linha da frente em defesa das atividades taurinas

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Francisco Oliveira, presidente da Associação de Municípios com Atividade Taurina assume a defesa da cultura tauromáquica, opondo-se a que o Governo transfira para as autarquias o licenciamento das atividades taurinas.
A presidir à secção dos Municípios com Atividade Taurina, a Câmara Municipal de Coruche tem assumido uma posição na linha da frente em defesa da tauromaquia e das tradições culturais. Através desta Associação que tem representação junto da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, a autarquia de Coruche tem defendido “a nossa tradição da festa taurina associada não só às corridas de touros e ao cariz popular das largadas, mas a todas as envolvências culturais ligadas a esta tradição, desde a confeção dos trajes dos toureiros, dos forcados e dos campinos, entre muitos outros aspetos.
“É intenção desta associação de Municípios com Atividade Taurina fazer o inventário da tauromaquia com vista a uma candidatura a património cultural imaterial de Portugal. Este trabalho irá ser realizado por cada um dos 45 municípios associados que está neste momento a trabalhar no levantamento do património para depois elaborar a candidatura.
Como sabemos, a tauromaquia atravessa atualmente alguns momentos complicados, com alguma contestação, e por isso é fundamental que os municípios assumam essa defesa. De resto, este espetáculo continua a gozar de grande popularidade junto das populações, como se vê pelas corridas realizadas em Coruche, sempre com praça cheia, como foi o caso da corrida da Ficor, e esperamos venha a ser também com a grande corrida de 17 de agosto, em homenagem a Mestre David Ribeiro teles e que irá contar com toda a família que, como se sabe, tem o seu solar em Coruche.
Fruto da dinâmica dos atuais empresários da praça, vamos ter em setembro uma outra grande corrida na Monumental de Coruche.
“Nós, em Coruche e noutros municípios com atividade taurina muito enraizada nas suas gentes, entendemos que é necessário defender esta cultura, para que não se perca a identidade cultural do nosso povo. Respeitamos que existam pessoas nas cidades e noutro mundo que não se revejam na tauromaquia, porque não tem essas raízes e conhecimento da atividade tauromaquia; agora não queremos que nos tentem privar do gosto, da paixão e do carinho que todos temos pela arte do toureio, todo aquele cerimonial fixado há séculos”.
Tauromaquia deve continuar na tutela do Ministério da Cultura
Os municípios com atividade taurina contestam a proposta de delegação de competências que pretende atribuir aos municípios o poder de licenciar os espetáculos e atividade taurinas. “Entendemos que a tauromaquia está na esfera da Direção Geral do Património, como atividade cultural que é, e assim deverá continuar, porque tauromaquia é arte, é cultura e deve estar sob a alçada do Ministério da Cultura”.
O presidente Francisco Oliveira sublinha que também as Festas são também um importante momento de afirmação e defesa da cultura e da arte tauromáquica. Prova disso, o movimento das tertúlias tem crescido de ano para ano. Estas tertúlias surgem associadas às festas de Coruche e às suas atividades taurinas, como os toiros à corda, as entradas e largadas de toiros, também elas a merecer um crescente interesse das pessoas”, afirma o presidente da Câmara de Coruche Francisco Oliveira.

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