Coruche – Reabilitação urbana e zona industrial são prioridades

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Entrevista O presidente da Câmara Francisco Oliveira faz o ponto dos investimentos na requalificação da margem esquerda do rio Sorraia, na reabilitação do centro histórico e dos bairros sociais, entre outros.

Qual o ponto da situação dos projetos com financiamentos comunitários no concelho?
Concluídos os investimentos na requalificação da frente ribeirinha junto à vila, a Câmara de Coruche está agora apostada na requalificação da margem esquerda do rio Sorraia. O objetivo é fazer a requalificação paisagística da margem ribeirinha, a replantação das espécies de árvores adequadas, a instalação de mobiliário urbano, parques de merendas, pontos de água, zonas de lazer, e a criação de trilhos e circuitos junto ao rio.
O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) projeta uma visão de Coruche como “um território vivido e sustentável que oferece aos residentes e investidores um contexto de qualidade de vida saudável que valoriza a identidade cultural, a autenticidade e os valores endógenos.”
Garantido o financiamento de 5 milhões de euros para as obras de reabilitação urbana no centro histórico da vila, a Câmara de Coruche está a avançar com projetos em três áreas diferentes. Um dos eixos de intervenção vai passar pela reabilitação das artérias da vila de Coruche, desde a Igreja Matriz até à Igreja de Santo António, que vai ter acessibilidades melhoradas, novos passeios, iluminação, mobiliário urbano, entre outros, que pretendem melhorar a imagem de Coruche como um centro histórico moderno e atrativo.
Nesse sentido, já foi adjudicada uma obra no valor de 1,7 milhões de euros, aguardando o visto do Tribunal de contas opara se poder iniciar a empreitada. Outro projeto no âmbito das comunidades desfavorecidas, visa a reabilitação dos bairros de habitação social na freguesia do Couço, onde vão ser reabilitados os bairros da Liberdade e 23 de junho e as suas zonas envolventes. A autarquia conseguiu igualmente um financiamento de 400 mil euros para recuperar o antigo Cinema Império, em parceria com a Igreja que é proprietária do imóvel, transformando-o no centro e polo cultural desta freguesia.
A nível da acessibilidade para todos, a ciclovia que atualmente tem 2,5 km será estendida até à histórica Vila Nova de Erra. Estamos igualmente a criar projetos para melhorar a ligação entre a parte baixa do centro histórico e a alta da vila, onde se localizam grande parte dos serviços como o tribunal, o centro de saúde, as escolas, equipamentos desportivos e comerciais. Para isso, projetamos um elevador na colina até Santo Antonino, permitindo o acesso ao castelo e que fará a distribuição das pessoas na rotunda de acesso a Santo Antonino. Este elevador permitirá não só melhorar a mobilidade na vila, mas será também um atrativo turístico que permitirá a todos fruírem da beleza paisagística desta encosta do castelo e do nosso património.

O desenvolvimento económico é a grande prioridade para o município?
Atentos às necessidades das gentes da nossa terra, identificámos em termos estratégicos que é fundamental a criação de emprego e de riqueza no concelho. Nesse sentido, a grande aposta da Câmara na criação de um novo parque industrial, projeto que já foi lançado a concurso e que espero que possa ser uma realidade no final deste ano ou no início do próximo, de forma a que possa fixar empresas, criar empregos e contribuir para a melhoria da atividade económica no concelho.
As nossas prioridades passam pelo desenvolvimento económico, pela criação de emprego, do apoio social às famílias, em suma, cuidar da atratividade do concelho para podermos fixar mais pessoas.
Coruche, a exemplo do que acontece com muitos outros concelhos do país, está a perder população. É necessário contrariar esse ciclo, mobilizando o tecido empresarial local, atraindo novas empresas, para que as pessoas tenham emprego no concelho e aqui se possam fixar. Em simultâneo estamos a desenvolver loteamentos nas freguesias onde as pessoas podem construir a sua habitação e constituir a sua família, pois o concelho dispõe de boas condições de atratividade, com destaque para os apoios e equipamentos em áreas fundamentais como a educação, desporto, cultura, etc.
O emprego e o desenvolvimento económico são, pois, os grandes desafios que Coruche tem condições para vencer, graças à proximidade da grande Lisboa e aos bons acessos, e que se houver estabilidade governativa no país e existindo condições de investimento, iremos certamente ser capazes de vencer estas dificuldades.

Que comentário faz à qualificação do Município de Coruche em 1.º do distrito e 4.º nacional no ranking do anuário dos municípios?
Embora não seja uma surpresa, é muito gratificante estarmos qualificados por estas três entidades idóneas. O anuário dos Municípios Portugueses elaborado por técnicos do Tribunal de Contas, dos Técnicos Oficiais de Contabilidade e da Universidade de Aveiro, é um trabalho fidedigno sobre a eficácia financeira dos municípios. No caso de Coruche, demonstra o rigor que temos na gestão da Câmara Municipal e dos seus recursos, no equilíbrio entre as receitas e as despesas correntes. Por outro lado, estamos a falar também da redução do tempo médio de pagamento a fornecedores para 14 dias, o que é um prazo excelente quando comparado com outras câmaras que pagam a 300 e a 100 dias, o que para nós seria inconcebível face à importância da nossa economia local.
Este resultado tem muito a ver com a estratégia politica do executivo da câmara municipal, assente na qualificação técnica dos nossos responsáveis financeiros que são o suporte desta gestão do município de Coruche.
Não obstante a gestão cautelosa das despesas, dos investimentos, do arrecadar das receitas próprias, ainda que tenhamos uma fiscalidade atrativa, com reduções das taxas de IMI, derrama e IRS, que fazem de Coruche também um dos municípios com a fiscalidade mais amigável, não obstante todos estes fatores, conseguimos este equilíbrio que nos coloca nos primeiros lugares do ranking, distinção que orgulha não só o presidente da Câmara como todos os coruchenses.
Em termos práticos, este selo que nos distingue é como que um sinal de confiança entre a Câmara e os fornecedores e isso verifica-se, por exemplo, no maior número de empresas a concorrer aos concursos abertos pela Câmara.

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