Alfange à margem!

em Opinião

Alfange à margem dos poderes e da natureza. Filhos de um “Deus menor”, os moradores queixam-se da inexistente limpeza, das ratazanas e do cheiro nauseabundo escorrendo do Chafariz de Dona Rita. Varredores, já nem recordam os últimos por ali. Junto do contentor, permanecem por tempo infinito os resíduos: levaram umas coisas, as outras disseram ser um outro Organismo a tratar… Mas, qual Organismo? O Parque para os garotos é pavimentado a seixo, vedado e com um portão para evitar os cães. Porém, a gataria vadia salta a rede e há dejetos amontoados. Não há criança que o frequente por a edilidade não ajudar à limpeza. As pessoas do Bairro queixaram-se na Câmara, por se arrastarem estas situações, ao que lhes reponderam ser a responsabilidade da Junta de Freguesia. A vegetação envolve perigosamente o casario, uma catástrofe caso surja um incêndio, podendo valer algumas hortinhas a funcionarem como clareiras. Inaugurado o Bairro Gulbenkian, para dar guarida aos pobres, em 29 de setembro de 1969, lembram os mais velhos as palavras do então presidente Américo Tomaz: “Tomem as chavinhas, as casas são vossas, estimem-nas!”. Ao longo dos anos, pequenas obras de manutenção efetuadas pelos moradores, incapazes financeiramente de irem mais além; as rendas foram aumentadas desde que o PSD é poder. Falaram, há dias, de obras no Bairro por parte da Câmara, porém, temem que a concretização seja morosa e as casas oferecidas para substituição são indignas para quaisquer seres humanos. “Há gente idosa, filhos e avós com deficiência, por isso, é um assunto sério para ser tratado em cima do joelho. Os moradores querem uma reunião com todos a participarem, por forma a discutir-se o assunto”, ouviu-se em uníssono! E continuaram, com desagrado: “Até para ajuda às mudanças, dizem não haver disponibilidade da Câmara para cederem uma carrinha, para levarmos as coisas.” Entre outras mágoas, os habitantes querem garantias de que não serão despejados após as prometidas obras e exigem um tratamento digno, sentimento esquecido pela Câmara de Santarém.

Arnaldo Vasques

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