Papel da Caima é negócio da China

em Economia

A Nersant levou uma comitiva de empresários a visitar a Caima, em Constância, e a empresa anunciou que é um dos maiores empregadores do concelho de Constância e que exporta mais 90% da sua produção para a China. O diretor fabril Gualter Vasco, diretor fabril da empresa do grupo Altri (Celbi e a Celtejo), guiou a visita às instalações desta empresa centenária, que foi fundada em 1888, sendo que a fábrica de Constância iniciou a sua construção em 1960 e produz pasta desde fevereiro de 1962. Segundo o responsável, a fábrica tem tido investimentos “constantes” e só na última década, recebeu cerca de 80 milhões de euros de “investimento específico, uma grande parte dos quais no domínio ambiental”. Segundo Gualter Vasco, a empresa está abrangida pela Diretiva IPPC e pela Diretiva das Emissões Industriais e tem autossuficiência energética. Além disso, possui duas caldeiras de biomassa que permitem a valorização energética de mais de 150 mil toneladas de biomassa florestal por ano. Esta valorização contribui ajuda à limpeza das matas e à redução do risco de incêndio florestal na região, destaca o responsável. No total esta fábrica injeta cerca de 95 GWh por ano de energia elétrica na rede com origem nesta fonte renovável.

Desde 2012, a empresa produz apenas pasta solúvel – cerca de 115 mil toneladas por ano – um projeto de reconversão produtiva que obrigou a um investimento de cerca de 40 milhões de euros. Esta nova pasta solúvel é destinada maioritariamente para exportação (mais de 90%), nomeadamente para a China, e é enviada em cerca de 4.500 contentores por ano, enviados a partir do terminal multimodal de Riachos. Atualmente os principais clientes da Caima são produtores de um composto, rayon viscose, que é usado na indústria têxtil. A Caima produz ainda, em menor escala, cerca de 55 mil toneladas de lignosulfonato por ano, que exporta maioritariamente para a Europa e países da bacia do Mediterrâneo. A pasta de papel, as matérias-primas, os químicos, a biomassa e outros produtos representam um movimento anual de cerca de 30 mil camiões a entrar ou a sair da fábrica.

Nesta visita falou-se também de responsabilidade social da empresa. Sendo um dos maiores empregadores da região e o maior do concelho de Constância, a Caima emprega diretamente 185 trabalhadores embora a sua atividade gere cerca de mais 1000 indiretos. “Mais de 40% dos colaboradores são naturais ou residentes no concelho de Constância e mais de 40% nos concelhos limítrofes”, explicou Gualter Vasco.

A empresa tem ainda diversas parcerias com universidades e politécnicos e patrocina 15 estágios académicos todos os anos. Para além disso, dá apoio às escolas secundárias e profissionais da região, acolhendo regularmente alunos para estágios curriculares.

Na visita participou a presidente da Nersant, Salomé Rafael, e o vice-presidente, Domingos Chambel, além da presidente da Câmara Municipal de Constância, Júlia Amorim. Esta visita integra-se no Ribatejo Empreende, aprovado pelo Compete2020, e que pretende dinamizar um conjunto de ferramentas e atividades de atração e fomento do empreendedorismo qualificado e criativo e de apoio à criação de novas empresas no Ribatejo, sobretudo em setores de alta e média-alta tecnologia, uso intensivo de conhecimento e indústrias culturais e criativas. A visita à Caima foi a segunda visita no âmbito deste ciclo

 

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