A resposta da Águas de Santarém ao problema de esgotos no Alto do Bexiga

em Últimas

Teresa Ferreira, administradora executiva da Empresa das Águas de Santarém responde à carta de Alfredo Mendes de que aqui demos notícia na edição da semana passada com o título “Esgoto a céu aberto no Alto do Bexiga leva proprietário a recorrer a tribunal”.

“Relativamente ao artigo publicado na página 8 da edição da semana passada, transmito a informação técnica recolhida esta manhã após visita ao local:
1. É falsa a alegação de que existem esgotos a céu aberto, tendo sido verificado no local o correto funcionamento da rede de esgotos, assim como as linhas de água, confirmando-se a inexistência de qualquer obstrução no sistema de coletores ou a existência de águas residuais nas linhas de água que atravessam a propriedade;
2. O Sr. Alfredo Mendes alega que se trata de uma situação que ocorre pontualmente. Pelo que apuramos, já ocorreu a descarga de esgotos para o terreno em causa, mas tratou-se de uma situação de chuvada intensa, a qual associada à avaria do sistema predial de bombagem de esgotos de um prédio vizinho, sobranceiro ao terreno, levou ao arrastamento dos esgotos desse prédio para o terreno, não estando por isso associado o assunto a problemas com as nossas infraestruturas;
3. Também há registo de outras obstruções pontuais nos coletores de esgotos domésticos, em geral associadas a chuvadas intensas ou entupimentos, as quais, sendo imediatamente comunicadas à AS, são também imediatamente solucionadas através do nosso serviço permanente de intervenção na rede de esgotos. A ocorrência pontual destes episódios nas redes está associada à indevida ligação de águas pluviais à rede de esgotos domésticos (em geral através das redes prediais dos edifícios) e ao despejo de todo o tipo de resíduos pelos utilizadores na rede de esgotos domésticos;
4. Quanto à alegação de que só desde Março tem acesso à rede de água, é falso, na medida em que a morada do Sr. Alfredo Mendes é servida há várias dezenas de anos através do contrato, suja identificação poderia facilmente facultar, não o fazendo por proteção da informação do cliente;
5. Quanto à alegação de que teve que suportar metade do custo de de construção, esta situação é aquela que a regulamentação em vigor prevê, nomeadamente no n.º 5 do art.º 18º do RSAASAR, onde se refere: “Relativamente aos prédios situados (…) em zonas não abrangidas pelas redes de distribuição de água, a AS analisará cada situação e fixará pontualmente as condições em que poderá ser estabelecida a ligação, tendo em consideração os aspetos técnicos e financeiros inerentes e o interesse das partes envolvidas. Nestes casos, a AS reserva-se o direito de exigir ao interessado o pagamento total ou parcial das respetivas despesas de investimento e ou de exploração, em função do previsível, ou não, alargamento do serviço a outros consumidores, tendo em conta, nomeadamente, os planos de ordenamento do território.” Assim sendo, poderia a AS ter exigido a totalidade da ligação na Rua do Sobral. No entanto, dada a possibilidade de ligação a esta conduta de outros consumidores, acordou com o Sr. Alfredo Mendes o pagamento de apenas 50% dessa instalação”.

2 Comments

  1. UNS VIRAM OUTROS FINGIRAM QUE NAO VIRAM. SO’ QUE O IMPERIO CONTRA ATACOU. NO FINAL DA HISTORIA QUEM SOFRE NA PELE SAO SEMPRE OS MUNICIPES.

    RUDI B. – FI

  2. UNS VIRAM OUTROS FINGIRAM QUE NAO VIRAM. SO’ QUE O IMPERIO CONTRA ATACOU. NO FINAL DA HISTORIA QUEM SOFRE NA PELE SAO SEMPRE OS MUNICIPES.

    RB. – FI

Deixar uma resposta

Your email address will not be published.

*

Ultima de Últimas

0 0.00
Ir para Topo