Institutos politécnicos unidos em Santarém

em Ensino

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) reuniu em Santarém, no Instituto Politécnico, e na agenda esteve a análise às candidaturas ao programa de modernização do ensino politécnico português. Este programa prevê o apoio ao incremento das atividades de investigação e de transferência de conhecimento e existem 148 projetos candidatados, alguns já aprovados. O presidente do CCISP, Nuno Mangas (presidente do Politécnico de Leiria), frisou que boa parte destas candidaturas são feitas em consórcio entre politécnicos e outras entidades, fomentando assim o trabalho em rede e a transferência de conhecimento entre academia e tecido social. Esteve também em discussão o relatório da OCDE sobre o ensino superior português, um documento que ainda vai atualizar a informação do anterior que foi feito há mais de 10 anos. “Na altura, o ensino politécnico era diferente e hoje as instituições estão muito melhor preparadas”, frisou Nuno Mangas.
Em cima da mesa dos politécnicos, de forma permanente, está a questão da possibilidade de lecionarem doutoramentos. Para o presidente do CCISP, Nuno Mangas, os doutoramentos devem ser lecionados de acordo com as competências e as qualificações das instituições e não por se tratarem de universidades ou politécnicos. “Há áreas de ensino que são exclusivamente dos politécnicos e há territórios sem ensino universitário que devem ter acesso a doutoramentos”, afirma Nuno Mangas. O porta-voz dos politécnicos diz ainda que este subsistema de ensino tem vindo a preparar-se para receber os doutoramentos, criando unidades de investigação e colocando os docentes em doutoramento (mais de 50% dos professores já são doutorados). Além disso, Nuno Mangas frisa que existe sempre a possibilidade dos politécnicos se associarem em consórcio e ministrarem doutoramentos mais robustos para atraírem estudantes.

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