Feira Nacional de Agricultura faz retrato padrão dos visitantes

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A Feira Nacional de Agricultura tem vindo a crescer a cada ano, também em número de visitantes. Mais de duzentos mil só no último ano. E a direcção do CNEMA, responsável pela organização daquele que continua ser o maior evento de Santarém e do Ribatejo, tem procurado perceber e identificar o retrato padrão do visitante desta Feira que, de forma ecléctica, tem conseguido aliar, na perfeição, o lado técnico da agricultura com o entretenimento, assim como a tradição com a modernidade.
Esse retrato é possível fazê-lo, em linhas gerais, através dos inquéritos que a direcção da Feira Nacional de Agricultura vem fazendo há já alguns anos, e, mais recentemente, de forma mais apurada com o apoio técnico do Instituto Politécnico de Santarém. Um trabalho orientado pelo Prof. João Nascimento, da Escola Superior de Gestão e Tecnologia, já com recursos a meios informáticos e tecnológicos que permitem um mais rápido processamento de dados e economia de tempo na recolha das respostas dos inquiridos. A utilidade destes dados está naturalmente orientada para o marketing, tanto junto dos expositores como da promoção da própria Feira.
E alguns dos dados recolhidos nestes inquéritos são, além de úteis, bastante curiosos, tanto sobre a proveniência dos visitantes como sobre as suas motivações. Vale a pena deixar aqui alguns desses elementos retirados do conjunto das 4950 entrevistas realizadas na última edição da FNA.
O primeiro dado a considerar neste conjunto de respostas é o da proveniência por distrito dos visitantes inquiridos ao longo dos nove dias em que durou a Feira: menos de metade, exactamente 2044, são oriundos do distrito de Santarém (sendo que destes 70% são do próprio concelho de Santarém); de Lisboa vêm quase 20% dos inquiridos, precisamente 957; já de Leiria são 505, pouco mais de 10%; segue-se Setúbal com 193, Coimbra com 171, e por aí adiante, com todos os distritos reflectidos, ilhas incluídas, e ainda 54 estrangeiros oriundos de vários países.
Relativamente à actividade que informam desempenhar, apenas 14% dos inquiridos está relacionado directamente com a actividade agrícola. Sendo que a maioria dos visitantes tem claramente como motivação da visita o lazer e entretenimento, além da compra de produtos regionais. Mais de metade dos inquiridos, 51%, visitou a Feira nos últimos três anos.
Já relativamente à faixa etária dos cerca de cinco mil inquiridos, regista-se o facto de o grosso dos visitantes se situar em plena na idade activa: 38% situa-se entre os 46 e 65 anos, 35% entre os 26 e os 45 anos, e apenas 13 % têm 66 anos ou mais, e os restantes menos de 25 anos. Quanto ao nível de escolaridade, surge o facto surpreendente de a maioria, precisamente 32%, terem uma licenciatura ou outro grau de ensino superior, surgem depois 30% com o 12º ano, 18% com o 9º ano e os restantes apenas o 4º ano de escolaridade.
O inquérito vai continuar a ser feito, embora com algumas novas questões este ano, nomeadamente no que respeita ao grau de satisfação dos visitantes, relativamente àquilo de que gostaram mais e menos. O que ajudará, no entender da organização, a melhorar a Feira Nacional de Agricultura /Feira do Ribatejo.

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