Rosário Breve – Para consumo da ca(u)sa

em Opinião

Este Jornal que o meu gentil Leitor e a minha Leitora formosa têm em mãos não se esgota no papel. Estende-se pelo éter infinito do admirável mundo novo da galáxia internáutica – em www.oribatejo.pt.
A edição electrónica dO RIBATEJO vale muito a visita. Recentemente renovado, o grafismo é muito aprazível, muito claro, muito franco, muito apetecível. Até para botas-de-elástico da idade das gravuras de Foz Côa como eu. Não estou a fazer a lebre miar nem a aumentar as orelhas ao gato: é mesmo assim como te digo. Ora, é para a secção de Vídeos do “site” que quero chamar – e chamo – a Vossa atenção.
Do muito que esta rubrica vos oferece, ide, por exemplo, À Descoberta do Barroso pela mão, pela palavra e pelo olhar de Arnaldo Vasques. São belíssimos cinco minutos de uma crónica de viagem editados à profissional por Bruno Oliveira. Imagens, texto e música casam-se com requintes de perfeição. Vai por mim, Leitor gentil, acredita-me, formosa Leitora.
E já que estais com os olhos tão bem dirigidos, aceitai como cicerones o arquitecto José-Augusto Rodrigues e o senhor Mário Cardoso numa Visita à Antiga Judiaria de Santarém. Rico quarto-de-hora passareis pelo passado histórico tornado presente por obra de quem muito sabe.
Do teor destas duas produções, digo nada – o visitante é livre de assimilar como entender. Falo por mim: gosto muito. Se o espírito maldizente que é o meu se meter a comparações com o telelixo das televisões nacionais, ui… É melhor não ir por aí.
De todo o exposto, defendo a minha dama: a produção do Jornal O RIBATEJO é uma aposta ganha à nascença. Os valores locais (as pessoas, o património, a cultura não exclusivista, a vida a olho nu) encontram em oribatejo.pt um ambiente oxigenado, livre, construtivo, muito são. E só dei dois exemplos, que ele há bem mais por onde espraiar a vista e fazer render a atenção. E falta acrescentar que o renovado site, assim como a presença do jornal nas redes sociais, é criação preciosa do Marco Santos, que já foi jornalista da casa e que agora, embora à distância (como eu estou), tem o acrescido encargo de o manter operacional.
Por hoje, não maço mais. Fico à espera de ser acompanhado nestas visitas. A nossa galinha pode ser tão boa como a da vizinha. Ou melhor, dependendo do milho que lhe damos.

Daniel Abrunheiro

 

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