VÍDEO – Re-food Santarém pede apoio para requalificar centro de operações e encontrar mais voluntários ativos

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A Re-food Santarém está a apelar à ajuda de todos para angariar fundos que permitam fazer as obras de requalificação do centro de operações deste movimento, localizado no Largo dos Pasteleiros, e que está a precisa de obras para ficar equipado com condições de manuseamento e processamento dos alimentos.

Este projeto de voluntariado chegou a Santarém há três anos e desde aí tem apoiado, pontualmente, algumas instituições sociais da cidade a quem entrega os alimentos que recolhe. Mas o trabalho da Re-food é de voluntariado direto com as famílias carenciadas e para isso, são precisos equipamentos apropriados para o devido manuseamento dos alimentos. Além disso, o movimento precisa de voluntários “ativos” que possam dispensar duas horas semanais do seu tempo, seja na recolha dos alimentos confecionados junto dos estabelecimentos parceiros do projeto, seja no trabalho no centro operacional e na posterior entrega dos alimentos diretamente na casa das famílias.

A requalificação do espaço, localizado no Largo dos Pasteleiros, tem um custo previsto de 5 mil euros e algumas empresas já fizeram donativos, mas ainda está aquém do que é preciso para equipar o espaço com condições de manuseamento e processamento dos alimentos. A equipa de coordenação da Re-food Santarém já pediu apoio às entidades da cidade e da Santa Casa da Misericórdia recebeu o espaço. Fica o apelo à Câmara Municipal, às Juntas de Freguesias e outras instituições públicas que queiram contribuir.

“Logo que este espaço esteja requalificado, temos os nossos parceiros prontos para nos fornecer os alimentos e vamos começar a ajudar as famílias”, salienta Carlos Pombo, um dos coordenadores da Re-food Santarém. O movimento espera apoiar, numa fase inicial, cerca de 50 famílias. Este movimento quer operar com custos reduzidos a não ser aqueles essenciais à própria missão. Por isso, na distribuição dos alimentos, a deslocação será feita a pé ou de bicicleta.

“Um voluntário não precisa de utilizar os seus meios para se deslocar. Basta dirigir-se a alguns espaços de restauração do centro histórico e recolher os alimentos,  que depois entrega no centro de operações”, explica Carlos Pombo. “O que pedimos são duas horas por semana do tempo de cada voluntário para recolha dos alimentos. Depois, no centro de operações estão outros voluntários que acondicionam os alimentos e os fazem chegar às famílias”, acrescenta o coordenador.

Neste momento, e passados três anos desde a reunião de sementeira inicial, o movimento Re-food tem feito recolhas esporádicas de alimentos que depois são entregues às instituições sociais da cidade – Santa Casa da Misericórdia, Centro Interparoquial, Fundação Luiza Andaluz, Lar dos Rapazes, Lar das Raparigas, APPCDM, Centro de Dia de Vale de Figueira, Associação de Residentes de São Domingos – que os fazem chegar depois às famílias necessitadas. “Mas esta não é a atividade para a qual estamos predestinados. A Re-food nasceu para fazer a ponte direta entre o desperdício alimentar e as famílias que precisam de alimentos. Como não temos o centro operacional disponível, não temos conseguido fazer este trabalho como desejamos”, lamenta Vítor Silva, outro dos coordenadores da Re-food Santarém.

O movimento tem uma rede de 500 voluntários registados mas tem alguma dificuldade em ter uma equipa de gestores ativos a trabalharem na coordenação das operações.

“O voluntariado não é um entretém. É um desafio, um compromisso com letras maiúsculas. As pessoas têm que ter uma entrega muito grande. Isto não é só ir às reuniões, dar opiniões, mas dar continuidade ao trabalho”, frisa Carlos Pombo, acrescentando que, logo que o centro de operações esteja pronto, são precisas pessoas a coordenarem toda a rede de voluntários e a gerirem a logística das refeições. “Isso é roubar tempo de nós próprios, da família e do nosso bem-estar, mas é dar de nós à comunidade. Porque hoje são estas famílias que precisam de ajuda, amanhã podemos ser nós”, destaca Carlos Pombo.

5 toneladas de alimentos, em média por ano, é o resultado da recolha feita pela Re-food Santarém, sobretudo na Feira Nacional de Agricultura, Feira Nacional de Gastronomia e Festas de São José, entre outros eventos e donativos

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