Deputado do Bloco Carlos Matias pergunta pelas obras nos blocos operatórios de Santarém

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O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda pergunta ao Governo, através do Ministério da Saúde, quando se iniciará a ocupação e aproveitamento por parte do Hospital Distrital de Santarém, das instalações e equipamentos que lhes foram disponibilizados pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo, em Torres Novas, há cerca de dois anos? Se o bloco operatório de Torres Novas chegar a ser cedido ao Hospital de Santarém, também servirá utentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo? “

O Hospital Distrital de Santarém dispõe de 2 blocos operatórios, um bloco central com 5 salas para cirurgia regrada (4 para programada e uma para urgências) e um outro bloco de 3 salas para cirurgia em ambulatório. Esses espaços são todos necessários e eram muito utilizados.

Na pergunta ontem dirigida ao Governo, os deputados do BE recordam que “simplesmente, a total falência dos equipamentos levou a uma redução da capacidade disponível do bloco operatório central: 3 salas ficaram para armazém e 2 têm funcionamento muito intermitente — inteiramente dependentes da temperatura e da humidade exteriores, pois não dispõem de climatização. No passado Verão, chegaram mesmo a estar totalmente encerradas, com adiamento das cirurgias e/ou reprogramação para as salas da urgência. Por sua vez, estas que obviamente deveriam estar sempre disponíveis para urgências, chegaram a estar ocupadas até às 16 horas, com cirurgias programadas”.

No documento apresentado ao Governo, o deputado António Matias afirma que “esta permanente instabilidade levou à queda do número de cirurgias programadas e em ambulatório e a um grande aumento das listas de espera. O Hospital de Santarém já está em penúltimo lugar das listas de espera para cirurgia programada”.

O Bloco admite que “este quadro de degradação estará em vias de começar a ser resolvido: foi anunciada a adjudicação, até ao final de janeiro próximo, das obras e apetrechamento do bloco operatório central e do bloco de partos. Ainda assim, em Santarém, as fortes condicionantes da atividade deverão prolongar-se até ao primeiro semestre de 2018.

Por outro lado, recorda que “há já cerca de dois anos, a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) disponibilizou ao Hospital de Santarém, um bloco operatório inteiramente equipado, em Torres Novas, com salas e serviços de apoio para acolher doentes. Este reforço da capacidade cirúrgica permitiria minimizar os prejuízos que afetam os utentes e os profissionais do Hospital de Santarém. A disponibilidade terá sido bem acolhida, chegando a ser anunciada, para meados do passado Verão a abertura de uma unidade de internamento de medicinas de Santarém, em Torres Novas”.

Ora, como sublinha o deputado do Bloco, “não só não abriu esta unidade, como se desconhecem os planos de aproveitamento a curto prazo dos equipamentos e instalações disponibilizadas, em Torres Novas, ao Hospital Distrital de Santarém. Desta forma se vai arrastando um quadro problemático cujas consequências nefastas poderiam ser minoradas para doentes e para profissionais”

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