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Novo presidente da Associação de Futebol de Santarém: “são os clubes que nos fazem correr”

Os novos órgãos da Associação de Futebol de Santarém tomaram posse,  este sábado, numa cerimónia que decorreu no Santarém Hotel e que contou com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol Fernando Gomes, do vice-presidente da FPS Rui Manhoso, Carlos Estriga da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Silveira Ramos, da Associação Nacional de Treinadores, Agnelo Alexandre, mandatário da lista, representantes da Associação Nacional de Dirigentes, das câmaras municipais de Rio Maior, Abrantes, Almeirim, Santarém e Alcanena, presidentes de juntas de freguesia do concelho de Santarém e os sócios de mérito Alder Dante, Madeira Branco, Fernando Rato, José Constantino e Silvino Sequeira.

Estiveram presentes os Núcleos de Árbitros de Futebol do Ribatejo Norte e de Coruche, as Associações de Agra do Heroísmo, Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Algarve, Leiria, Ponta Delgada, Viseu e Vila Real, associações de outras modalidades, a empresa municipal de desporto de Rio Maior – Desmor entre muitos outros. Os novos elementos foram eleitos no passado dia 27 janeiro, com 99,6% dos votos, têm agora pela frente um mandato de quatro anos, entre 2012 e 2016.

A presença do presidente da FPF foi destacada por todos os oradores, pelo seu evidente significado de apoio ao associativismo, sendo Fernando Gomes acompanhado do seu vice-presidente Rui Manhoso que tem precisamente o pelouro das associações de futebol.

Mário Albuquerque, presidente da assembleia geral, afirmou a necessidade de assumir “o desconforto da mudança, no final de um ciclo de mais de duas décadas protagonizadas por Rui Manhoso, que marcou o futebol do distrito, elevando-o a patamares de grande qualidade”. Mário Albuquerque defende a necessidade de “assumir novas estratégias, mais coletivas, mais partilhadas, talvez até menos dispendiosas”. E perante os tempos difíceis que vivemos, considera que “a esperança é o sonho dos que estão acordados”.

Francisco Jerónimo afirmou que a crise tem um impacto direto nas coletividades e condiciona os projetos e o futebol não foge à regra. Por isso, admite que a tarefa desta nova direção não será fácil. Afirmou a preocupação em “não sobrecarregar os clubes no seu funcionamento” e procurar “ajudar a encontrar os mecanismos de apoio que permitam a sustentabilidade dos clubes”.

“Temos 6.500 jogadores de futebol federados no distrito, o que corresponde a cerca de 1,5% da população do distrito. Servir o futebol distrital, os clubes e os jogadores, é o nosso desígnio fundamental”, disse Francisco Jerónimo. “Não podemos deixar que um jovem não possa jogar futebol porque tem dificuldades financeiras”, disse. O novo presidente da AFS deixou ainda algumas das suas maiores preocupações como o pagamento do policiamento dos recintos, a redução das receitas do totobola e totoloto, entre outros.

Em nome das associações distritais de futebol, o presidente da AF de Coimbra destacou a necessidade de todos os agentes do futebol procurarem soluções para os inúmeros problemas. “os clubes conseguiram durante este anos encontrar apoios nas câmaras municipais, apoios esses que hoje já escasseiam, tal como os do comércio e da indústria local. Para onde nos devemos virar? Na prática o governo não apoia aquela que é a modalidade com mais praticantes em Portugal, mas que recebe menos apoios do que muitas das modalidades chamadas amadoras”.

A redução drásticas das receitas do totobola e totoloto para os clubes, as enormes despesas com o policiamento dos jogos e com os seguros desportivos – que custam mais do que a inscrição dos jogadores – são os principais problemas aflorados por ….

Na ausência do presidente da Câmara Municipal de Santarém, coube à presidente de Rio Maior Isaura Morais falar “em nome das autarquias do distrito, manifestando a disponibilidade para colaboração e apoio à nova direção da AFS”. A autarca aproveitou para se dirigir ao presidente da FPF para lhe transmitir o desejo de Rio Maior continuar a ser uma das casas da Federação Portuguesa de Futebol.

O presidente da FPF Fernando Gomes falou dos momentos difíceis que estão a ser vividos por muitos clubes, com situações de salários em atraso não só na 1ª e 2ª divisão, mas extensíveis também a outros. Algumas das maiores preocupações já foram transmitidas ao governo, nomeadamente os problemas do pagamento do policiamento dos jogos, mas também a questão das apostas desportivas e os estatutos. Vamos cumprir tudo o que prometemos nestes 4 anos de mandato, garantiu Fernando Gomes. 

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Publicado por on Fev 6 2012. Arquivado em Desporto, em destaque, twitter. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

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