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Rosário Breve – Mao mao, mau Maria

por Daniel Abrunheiro

Pagode” é como se chamam, na Ásia, certos tempos veneradores de religiões como o budismo e o bramanismo. Ora, a China é na Ásia. Ora, na China o que mais acontece é nascerem chineses, os quais, maoistas ou taoistas, aprendem a respeitar o pagode. Mas que acontece quando os chineses saem da China? Qual é a primeira coisa que se põem logo a fazer muito calminhos? É gozar com o pagode. Se não, veja-se o que está a acontecer na ex-nossa EDP.

O que está a acontecer na ex-nossa EDP, que a sinistra troika nos forçou a vender ao desbarato (aos chineses, precisamente), é algo que nenhum Buda, por mais pançudo, consentiria. Devo confessar que sempre pensei que, ao menos, o nunca fartar-vilanagem de salários obscenos como os dos Mexias e muchachos afins ia levar cartão vermelho. Não levou nada. Olha quem.

Os chineses já mandaram: para presidir ao Conselho Geral e de Supervisão da eléctrica ex-portuguesa, aí o temos, o Catroga, esse génio administrativo-financeiro do Cavaquistão. Vai rapar 639 mil € “dele” por ano (coisa de 45 mil/mês) mais, note-se bem, a acumulação de 9600 euros mensais de “reforma”. Isto no mesmo exacto país onde um anónimo trabalhador que, ao cabo de 26 anos de trabalho no privado e de ter chegado aos 70 de idade no sector público, sofre o roubo de 115 euros dos míseros 533,47 que recebia de aposentação. No mesmo país. Na mesma Chinatown.

Ao lado do Catroga, o Teixeira Pinto, o “poeta/pintor” de monte alentejano que, à saída forçada do BCP, mamou 9,7 milhões de consolação mais “reforma” superior a 30 mil/mês.

Ao lado do Pinto, o “adiantado mental” chamado Braga de Macedo, essa espécie de heterónimo facial do Mr. Bean, outro ex-tripulante da sinistra barca cavaquistona de má memória e melhor amnésia.

Ao lado do Macedo, a Celeste Cardona do Durão.

Ao lado da Cardona, o Ilídio Pinho, ex-patrão de um tal Passos Coelho nos dourados idos da Fomentinvest.

E ainda, qual cereja legionária no carrapito do bolo união-nacionalista, nada menos que um general, o Rocha Vieira, o grande ex-governador de Macau, essa asiática jóia de Camilo Pessanha dada de borla… aos chineses.

Que o Mexia diga que nada temos a ver com isto, que esta sucata moral é da responsabilidade dos accionistas e de mais ninguém, parece-me cuspo dele nas nossas trombas. Mas como não consigo ter medo nem de gente assim nem de escrever o que me vai no fel do desencanto, sempre lhe garanto que xxxxxxxx, que qualquer chinês das “novas oportunidades” sabe ler como “gozar tanto com o pagode chega a ser criminoso”. Mao Mao, Maria.

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