Manchas na pele: saber mais, prevenir melhor
Blogue de Notas Sexta-feira, Agosto 13th, 2010
De que manchas estamos a falar?
Sabemos que a pele está sujeita a vários tipos de agressões e as manchas são alterações na sua coloração que podem aparecer em qualquer idade, sabemos que há doenças que se anunciam por manchas irregulares, sabemos igualmente que as “pintas” aparecem em todos os corpos um pouco como as sardas, têm a ver com a pigmentação, e sabemos também que há manchas de envelhecimento como há as manchas da gravidez (cloasmas).
O tipo de manchas de pele que vamos falar é um desses distúrbios da pigmentação da pele, caracteriza-se por manchas escuras, aparece principalmente no rosto (mas também pode ocorrer no tronco, pescoço e membros superiores), é um distúrbio tipicamente feminino, é uma consequência do aumento da melanina na pele e dá pelo nome de melasma. Este consiste na aquisição progressiva da coloração, desde castanho claro a castanho escuro, conforme a parte da pele afectada.
O domínio das manchas na pele é assim enorme, tem a ver com as alterações da produção de melanina, com as infecções, distúrbios hormonais, micoses, alterações vasculares, tumores, exposições solares e acne. Depois das férias, estas manchas são um justificado motivo de preocupação para quem se submeteu à exposição solar, a pele muitas vezes fica manchada, havendo que fazer tratamentos já que estas manchas podem ser motivo de grande angústia e sofrimento.
De facto, a natureza das doenças dérmicas ocasionam geralmente problemas de ordem psicológica pela desfiguração facial, têm repercussões na vida de relação, na produtividade no trabalho e na auto-estima.
Melasma – É um tipo de doença cutânea caracterizada por excesso de pigmentação e está intimamente relacionada com a exposição a estrogénios, durante a contracepção hormonal, gravidez e terapêutica da menopausa com hormonas. O melasma afecta as mulheres em todos estados pois tem a ver com as características genéticas, as alterações hormonais (é o caso da gravidez) o uso de anticoncepcionais e a exposição às radiações ultravioletas e infravermelhos. No caso das grávidas, desaparece gradualmente com o fim da gravidez e os tratamentos para acabar com as manchas são habitualmente bem sucedidos.
Podem contribuir para o desenvolvimento do melasma a exposição à radiação ultravioleta, influências genéticas, alguns cosméticos, doença hepática ou endócrina e alguns anti-epilépticos (para além, claro está, da gravidez e da terapêutica hormonal). Continua a ser desconhecida a causa exacta do melasma.
Como se trata? – Há um número apreciável de tratamentos. Todos têm por objectivo a eliminação da coloração das manchas e para evitar que se venha a formar mais pigmentação. Conforme o tipo de melasma assim a resposta aos tratamentos.
A base de todos estes tratamentos consiste na aplicação, por rotina, de cremes protectores solares para as radiações ultravioletas, sem os quais toda a terapêutica falha. Para o melasma epidérmico existem várias opções terapêuticas se bem que as melhorias possam demorar semanas e até mesmo meses até se tornarem visíveis. Para o melasma dérmico é indispensável a aplicação de um creme totalmente opaco às radiações.
Podem ser utilizados agentes dispigmentantes, peelings químicos e outros, criocirurgia, abrasão cutânea e laser. Entre as substâncias usadas, são de destacar:
Protectores solares e evitar a exposição aos raios UV; Cosméticos opacifantes; Laser; Criocirurgia; Peeling químico. E cremes tópicos com: Fenóis (hidroquinona); Retinóides (tretinoína); Corticosteróides (dexametasona, fluocinolona); Ácido azeláico; Alfa hidroxiácios (ácido glicólico); Ácido tricloroacético; Ácido salicílico; Associação de corticosteróides, fenóis e retinóides (tretinoína).
gia, abrasão cutânea e laser. Entre as substâncias mais usadas, são de destacar: protectores solares e evitar a exposição aos raios UV, cosméticos opacifantes e cremes tópicos. E pode sempre contar com o aconselhamento farmacêutico.
Short URL: http://www.oribatejo.pt/?p=10455










