Mais de 50 escolas vão fechar no distrito – Listagem completa
em destaque, twitter, Últimas Quinta-feira, Agosto 19th, 2010A decisão do Governo em mandar fechar escolas do 1º ciclo com menos de 20 alunos vai provocar o encerramento de mais de meia centena de escolas do distrito de Santarém. A listagem veio esta semana publicada no siste da Direcção Regional de Educação e pode ser consultada em detalhe no nosso site em www.oribatejo.pt.
Santarém é o concelho do distrito onde vão encerrar mais escolas (10). Seguem-se os concelhos de Rio Maior (9 escolas), Torres Novas (8 escolas), Tomar (sete escolas), Ourém (6 escolas), Abrantes (4), Almeirim, Coruche, Vila Nova da Barquinha e Sardoal (2 escolas em cada um) e ainda os concelhos de Alcanena e Alpiarça (fecha uma escola em cada destes concelhos).
Ao todo vão ser encerradas mais de 700 escolas em todo o país. O encerramento destas 701 escolas encerra a reforma iniciada há quatro anos pelo Ministério da Educação.
Abrantes
Escola Básica do 1.º Ciclo de Abrançalha de Baixo
Escola Básica do 1.º Ciclo de Água Travessa
Escola Básica do 1.º Ciclo de Casa Branca
Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 6 de Abrantes
Alcanena
Escola Básica do 1.º Ciclo de Vale Alto
Almeirim
Escola Básica do 1.º Ciclo de Tapada
Escola Básica Marianos
Alpiarça
Escola Básica Charneca do Frade
Coruche
Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 1 de Azervadinha
Escola Básica Valverde
Ourém
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Barreira
Escola Básica do 1.º Ciclo de Carvalhal do Meio
Escola Básica do 1.º Ciclo de Moitas Gaiola
Escola Básica do 1.º Ciclo de Ourém n.º 2
Escola Básica do 1.º Ciclo de Perucha
Escola Básica do 1.º Ciclo de Reca
Rio Maior
Escola Básica Alcobertas N.º 1
Escola Básica Arco da Memória
Escola Básica Azinheira
Escola Básica Casais Monizes
Escola Básica Cidral
Escola Básica Correias
Escola Básica Fonte da Bica
Escola Básica Rio Maior
Escola Básica Teira N.º 1
Santarém
Escola Básica Alcanede N.º 1
Escola Básica Aldeia da Ribeira
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Casais da Charneca
Escola Básica do 1.º Ciclo de Nabais
Escola Básica do 1.º Ciclo de Verdelho
Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 2 de Pernes
Escola Básica Pé da Pedreira
Escola Básica Vale do Carro
Escola Básica Valverde
Escola Básica Viegas
Sardoal
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Valhascos
Escola Básica do 1.º Ciclo de Casos Novos
Tomar
Escola Básica Alviobeira
Escola Básica Casais
Escola Básica do 1.º Ciclo de Cerejeira
Escola Básica do 1.º Ciclo de Montes
Escola Básica do 1.º Ciclo de Vila Nova
Escola Básica Torre
Escola Básica Venda Nova
Torres Novas
Escola Básica Barroca
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Fungalvaz
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Poços
Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância de Rexaldia
Escola Básica do 1.º Ciclo de Alqueidão
Escola Básica do 1.º Ciclo de Casais Martanes
Escola Básica Rodrigos
Escola Básica Assentiz
Vila Nova da Barquinha
Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 2 de Moita do Norte
Escola Básica Tancos
Chamusca, Mação resistem ao encerramento de escolas
A “falta de condições de transporte” e a “recusa em aprofundar o isolamento de algumas freguesias” foram dois dos argumentos apresentados pelos municípios de Mação e Chamusca para não encerrar as escolas dos seus concelhos.
As Câmaras de Mação (PSD) e Chamusca (CDU) recusaram a proposta de fecho de escolas nos seus municípios, considerando que a decisão configura “um ataque” a regiões que travam verdadeiras batalhas contra o processo de desertificação do interior.
No concelho da Chamusca, a autarquia alegou “falta de condições de transporte” para adiar o encerramento da escola de Semideiro, atualmente com 20 alunos, embora as escolas de Chouto, Ulme e Pinheiro Grande, todas com menos de 21 alunos, também estejam referenciadas pelo Ministério como sendo estabelecimentos de ensino a encerrar.
Sérgio Carrinho, presidente da autarquia da CDU, disse à agência Lusa que as escolas não encerram este ano por “falta de condições de transporte”, tendo acrescentado que o processo “não significa um fecho administrativo, antes um fecho coordenado”.
O autarca afirmou que agora “vai-se abrir uma discussão” com todos os parceiros locais envolvidos no processo educativo para analisar a melhor forma de preparar as populações e os alunos para o que se perspetiva para o ano seguinte.
Em Mação, as escolas de Ortiga, Penhascoso e Carvoeiro, todas elas com menos de 20 alunos, deveriam encerrar por via da medida governamental, uma medida não acatada pelos responsáveis políticos do município que desde a primeira hora afirmaram a sua “relutância e não concordância” com uma decisão que consideraram ser um “retrocesso numa luta de décadas pela fixação populacional”.
“Não se podem fechar escolas por fechar, por um simples despacho, e sem um mínimo de bom senso”, disse à agência Lusa o vice presidente da autarquia.
“Fechar uma escola numa aldeia pode significar a morte dessa mesma aldeia e não se pode cortar a direito, sem uma análise ponderada, feita e decidida caso a caso”, acrescentou o autarca, que afirmou ainda ter “muitas dúvidas” de que o encerramento das escolas fosse melhor para as crianças.
Para Vasco Estrela, a medida significaria um “retrocesso”, na medida em obrigaria as crianças a saírem do seu meio natural e a levantarem-se muito mais cedo e a chegar muito mais tarde a casa.
“Esta medida, a ser implementada em Mação, significaria regredir no tempo e eliminar todo o trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos, numa lógica de povoamento das nossas freguesias e de dar vida às aldeias mais rurais e isoladas”, afirmou, tendo acrescentado que o encerramento de escolas “deixou de ser um problema só do interior do país”.
“Basta olhar para o mapa nacional e ver que o encerramento de escolas por falta de alunos é um processo que está afetar todo o território nacional”, observou Vasco Estrela, tendo reclamado por uma “ponderação urgente” relativamente ao processo de fixação populacional.
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