Coruchense quer subir ao nacional em três anos
Desporto Sábado, Agosto 21st, 2010Está selado o regresso d’O Coruchense às lides do futebol distrital. E segundo o ambicioso plano traçado pela direcção responsável pela ressurreição do emblema de 62 anos, desta vez é para ficar. A apresentação aconteceu no passado dia 16 no estádio municipal de Coruche.
O novo colectivo dirigente, presidido por Ricardo Santos, constituiu-se para resolver o problema do fisco e, terminado esse ciclo, agarrar o objectivo de reafirmar o Coruchense no panorama regional. Recorde-se que, em Dezembro passado, o clube foi ajudado pela Câmara Municipal de Coruche que fez uso do dinheiro que tinha destinado à construção da nova sede do clube para liquidar a dívida fiscal de perto de 300 mil euros.
Mas adiante, depois da travessia de dois anos de inactividade, em que o clube Amigos do Coruchense foi constituído apenas para manter a actividade (o União Abrantina faz o mesmo pelo Abrantes FC), no novo “ano zero” do Coruchense, todos os escalões (cerca de 150 atletas) terão de competir na divisão mais baixa, inclusive os juvenis que foram promovidos à Principal na época passada com a camisola do Amigos.
Para os seniores, “que são sempre a referência de um clube, especialmente para os jovens atletas”, o projecto da direcção presidida por Ricardo Santos é muito claro: ser campeão distrital e subir ao nacional no espaço de três anos. A determinação dos dirigentes está patente também nas palavras do director do futebol, Vasques Gomes: “o lugar do Coruchense é a lutar para ser campeão distrital. Só estando sempre a competir para ganhar é que conseguimos trazer as pessoas ao estádio”. E, diga-se em abono da verdade, o novo Estádio Municipal José Peseiro, perfeito para a prática de futebol, é um sólido alicerce para qualquer projecto ambicioso.
Mas Vasques sabe que o seu clube não estará isolado na corrida e alerta que 2010/11 vai ser um dos campeonatos distritais mais fortes dos últimos anos, apontando por exemplo, o Marinhais, o Salvaterrense e o U. Almeirim como adversários a ter em conta na Divisão Secundária.
O Coruchense terá esta época um orçamento bastante elevado para o contexto competitivo em que se encontra: 50 mil euros tornam-na uma das equipas mais caras da Secundária. Justifica-o a aposta do emblema tricolor em voltar a conquistar o título do maior campeonato distrital, mais de trinta anos depois. Para isso, conta com um plantel muito reforçado e Jorge Peralta nos comandos, um técnico com uma comprovada experiência a treinar equipas de topo. Peralta já levou o Ouriquense e o Amiense à 3.ª Divisão Nacional, tendo desempenhado funções pela última vez à frente do Fazendense. O seu historial confirma o discurso dirigido aos seus novos pupilos na apresentação: “estou aqui para ganhar, o meu método é trabalhar muito. E a vossa função é dar referências às camadas jovens, fazendo os jovens querer ser como os seniores”.
Vários jogadores transitam do extinto Amigos, mas dos 28 jogadores do plantel, 17 são novidades: Flávio Costa (gr), Luís Anselmo (g.r. ex-Barrosense), Fábio (g.r. ex-Amiense), Pedro Cardoso, Duarte Mateus, Filipe Pedro, João Quartilho (ex-Ouriquense), Cesar Lima (ex-Praiense), Jefferson (Brasil), Reinaldo (Brasil), Tó Gomes, André Coelho, André Forca, José Mário, Xalana (ex-Marinhais), Rato (ex-Marinhais), Fábio (ex-Santana), Dedé (ex-Amiense), Rui Extreia (ex-Barrosa), Carlos Manuel (ex-Benavente), Diogo Esperança (ex-Vendas Novas), João Coutinho (ex-Vendas Novas), Carlos Mesquita, Aloir Oliveira, Tiago Santos, Zezinho (ex-Gavionense), Vasco Ferreira (ex-Vendas Novas) e Miguel Pelarigo (ex-Amiense).
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Respiração assistida. Depois desligam as máquinas…