Cursos da Escola de Gestão de Santarém com boa empregabilidade
Ensino Quarta-feira, Julho 21st, 2010Na Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém (ESGT) a empregabilidade dos seus cinco cursos de licenciatura ultrapassa os 90%, sendo que no caso do curso de Informática, a empregabilidade é de 100%.
Estes são números recolhidos pela própria escola através de um inquérito que realizou aos seus antigos alunos e que data de Março deste ano. Cerca de 92% dos inquiridos responderam que já se encontram empregados e mais de 60% diz ter encontrado o seu primeiro emprego mesmo antes de terminar o curso. Neste ítem, vale a pena ainda salientar que 42% encontrou o primeiro emprego, no máximo, após 6 meses depois de ter acabado o curso. Muito perto desta percentagem, cerca de 30% encontraram emprego em menos de um mês e só 8,42% dos alunos demoraram mais de 1 ano a encontrar colocação.
Regista-se ainda neste inquérito que 77,4% dos alunos empregados estão a trabalhar numa área relacionada com ocurso que fizeram e que 62% dos inquiridos considera que o curso teve influência nesse iniciação no mercado de trabalho.
Outro dado relevante, diz o director da Escola, é que mesmo entre os alunos que já estavam empregados, os resultados do inquérito relevam que 70% dos profissionais nesta situação consideraram o curso como relevante para a progressão na carreira profissional.
O inquérito releva ainda que 48% dos inquiridos avalia a ESGT como uma escola de 4 e 5 valores, numa escala de cinco. Também de referir que mais de 63% recomendaria a escola a familiares e amigos.
Analisando os dados por curso, verifica-se que é entre os licenciados em Contabilidade e Fiscalidade que existe maior instabilidade laboral: 10% dos inquiridos estão desempregados e 3% noutra situação laboral não efectiva. Por outro lado, é o curso de Marketing e Publicidade aquele em que os alunos demoraram mais tempo a encontrar emprego: o estudo releva que 31% demoraram entre 7 a 12 meses e que 3% demoraram mais de 12 meses.
No curso de Contabilidade existe também uma percentagem considerável de alunos (14%) que demoraram mais de 12 meses a arranjar o 1º emprego.
Na avaliação da qualidade da escola, são os alunos de Gestão de Empresas que melhor classificam a ESGT, com cerca de 59% a dar nota 4 e 5. Para o director Jorge Faria estes resultados relevam a “qualidade de ensino e o prestígio da instituição” e mesmo as percentagens de desempregados (cerca de 8%) não são “preocupantes” no contexto geral da escola.
Inscrições no curso de Informática inferiores à procura do mercado
O que o director da Escola ainda não entende é o porquê da pouca procura, comparativamente a outros cursos – da licenciatura em Informática. O responsável refere que as vagas disponíveis são habitualmente preenchidas todos aos anos, mas salienta que Escola não tem aumentado muito as vagas para este curso porque a procura também não o tem justificado. Isto apesar de ter empregabilidade quase garantida, às vezes até antes de acabar o curso. “Temos tido muitas solicitações de empresas a pedirem diplomados para estágios na área de Informática e não temos conseguido dar resposta a todas”, explica Jorge Faria, dando o exemplo da Delloite, uma das maiores multinacionais nesta área e com a qual a escola tem parceria.
A explicação para este fenómeno? Jorge Faria acha que os alunos estão pouco informados quando às competências profissionais deste curso e salienta que já não é uma licenciatura tão especializada quanto o era há alguns, pois agora ganhou conteúdos mais abrangentes após a reforma de Bolonha.
Número de alunos colocados está a aumentar
A Escola tem vindo a aumentar o número de alunos colocados e, para o próximo ano lectivo, vai abrir 432 vagas. Em 2009/2010, foram colocados cerca de 560 alunos, um número semelhante ao do ano lectivo anterior mas que é superior ao registado em 2005/2006, ano em que a escola integrou apenas 235 novos alunos.
Jorge Faria explica o crescimento com a abertura de todos os cursos em horário pós-laboral e com o processo maiores de 23. A diversidade e qualidade do ensino são também factores de diferenciação da escola, que aposta ainda na mobilidade Erasmus e no contributo destas acções para a acreditação dos cursos. Actualmente, mais de 50% dos docentes que estão a fazer ou já fizeram doutoramento.
Como foi realizado o estudo
O estudo citado neste artigo foi realizado através de questionário online, na página da Escola, do qual foram validadas 252 respostas. Mais de metade dos inquiridos são dos cursos de Informática e Gestão de Empresas, 51% são do sexo masculino e têm entre 25 a 30 anos de idade e a maioria (71%) terminou o curso há menos de cinco anos.
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