Após a realização do Estudo Ecológico da Ribeira de Seiça e Agroal, da autoria de Pedro Cortes, em 1989, um grupo de cidadãos da região, motivado para as questões ambientais, apercebeu-se da importância natural destes dois locais e da sua biodiversidade.
O referido estudo revelou a presença de uma grande diversidade de espécies da flora e da fauna selvagens, destacando-se, na Ribeira de Seiça, a emblemática Lampreia-de-riacho, espécie que, em toda a Península Ibérica, apenas aqui é conhecida, e que estava em perigo de desaparecer devido, em especial, à poluição hídrica e à extracção e lavagem de areias, junto à zona urbana de Ourém. Foram estes valores naturais que motivaram o envolvimento de um agrupamento de pessoas, inicialmente com a proposta de fundação do Grupo Ecológico de Ourém, mas que breve levou à constituição de uma delegação da Quercus em Ourém, a 13 de Janeiro de 1990.
Com o passar dos anos a delegação da Quercus constituiu-se como Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura, devido ao dinamismo e intervenção efectuada em diversos problemas e na defesa de causas ambientais na região, como a salvaguarda dos recursos naturais e de um ambiente sadio para as populações, com uma vocação forte para a promoção de acções de sensibilização e educação ambiental junto dos jovens e de medidas práticas de conservação da natureza, visando também o ordenamento do território.
Algumas das acções que destacamos nestes 20 anos
- Operação Lampreia, para monitorização da população de lampreia-de-riacho na Ribeira de Seiça e Olival.
- Organização de campos de férias para jovens, o que permitiu a sensibilização de centenas de adolescentes para as questões ambientais.
- Alerta para o problema das limpezas das ribeiras da região com destruição de toda floresta ripícola, que resulta em impactos elevados sobre a fauna aquática e na erosão dos solos.
- Parcerias com diversos municípios da região e edição de publicações de sensibilização ambiental.
- Organização anual das Jornadas do Ambiente da Quercus.
- Promoção do Projecto de Turismo Ambiental do Alto Nabão, com uma forte componente de divulgação dos valores desta área natural, a qual, mais tarde, viria a integrar um Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000.
- Gestão do centro de recepção de aves selvagens, para primeiros socorros a animais debilitados.
- Levantamento do património cultural do concelho de Ourém, que deu origem à publicação do livro Memórias Etnográficas do Concelho de Ourém.
- Alerta para a deposição na zona de Fátima, de resíduos industriais provenientes da zona Expo em Lisboa.
- Participação regional no Censo Mundial da Cegonha-branca em 1994.
- Gestão do Centro de Educação Ambiental de Ourém, na Mata Municipal, desde a sua inauguração, em 1998.
- Execução de diversos Programas de Educação Ambiental para os jovens em idade escolar.
- Coordenação Nacional das IX e X Olimpíadas do Ambiente.
- Publicação do Livro Fátima Ambiente 2000.
- Denúncias de atentados e intervenção sobre violação da legislação ambiental e do ordenamento do território.
- Alerta para a deposição de resíduos industriais junto do PNSAC, no Covão do Coelho.
- Acompanhamento pormenorizado dos projectos com maior impacte sujeitos a avaliação de impacte ambiental e dos diversos instrumentos de ordenamento do território na região, através da emissão de pareceres, comunicados e intervenção jurídica.
O futuro
Contamos dar continuidade ao trabalho desenvolvido até hoje, alertando e intervindo nas situações mais lesivas para o ambiente e sensibilizando a população em geral para a importância da biodiversidade e de um ambiente saudável para a vida na Terra.
Enviado por: Direcção do Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza















esta protecção da ribeira de seiça nao deve ser em toda a sua extenção pois eu tenho uma propriedade nas margens da ribeira e o que aparece ao fundo da minha propriedade é bacias velhas de plastico, paletes de madeira, batatas podres e com quimicos, e num determinado ponto da ribeira, quando chove, como o leito está entupido as aguas galgam as margens e entram na minha fazenda abrindo crateras de cerca de 1 metro de profundidade e que eu por minha conta tive que repor terras se queria voltar a semear a terra é arvores da outra margem cortadas e que cairam ao rio estão a entupir a fazer de estanque percorram por favor toda a margem da ribeira e depois falem em proteger a natureza.
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