Home » Economia, twitter » Ministro promete combater práticas comerciais que prejudiquem produtores de arroz

Ministro promete combater práticas comerciais que prejudiquem produtores de arroz

O ministro da Agricultura disse esta quinta-feira em Benavente que, em conjunto com a Autoridade da Concorrência, está a avaliar as “práticas comerciais” no sector do arroz para defender os produtores portugueses.

Aplaudido de pé pelos agricultores presentes no encerramento do I Encontro Nacional da Orizicultura Portuguesa, que decorreu em Benavente, António Serrano disse que o Governo “não pode tolerar práticas comerciais que penalizem e esmaguem os produtores portugueses”, apontando o dedo, sem especificar, a “agentes comerciais que trazem para Portugal arroz de má qualidade”.

O governante disse ainda que a mesma avaliação está a ser feita para o mercado do leite e das frutas e que o objectivo é lançar uma campanha nacional e internacional de promoção destes produtos.

No caso do arroz, António Serrano considera que é importante colocar os agentes da fileira – produtores, indústria e distribuição – a trabalharem em conjunto. E, aludindo à queda do preço do arroz nos últimos meses, o ministro pediu aos orizicultores presentes para produzirem “mais e melhor” até porque o país só produz metade (cerca de 150 mil toneladas por ano) do arroz que consome.

O presidente da Associação Portuguesa dos Orizicultores, Carlos Laranjeira, disse à Lusa que já fez chegar ao ministro um conjunto de propostas que passam por medidas imediatas de apoio ao sector. Uma delas é a criação de legislação que “não seja feita à medida dos distribuidores e da indústria” e que permita aos produtores de arroz portugueses colocarem nas superfícies comerciais o arroz nacional.

Do ministro, os produtores ouviram a garantia de que o Governo “quer começar a pagar a tempo e horas” e que isso significa que vão ser pagos em breve os apoios do Regime de Pagamento Único (RPU) e das medidas agro-ambientais. “Muitos destes produtores aqui presentes não receberam ainda porque não foi feito o controlo pelo Ministério da Agricultura em tempo devido. Essa é uma falha dos serviços que vamos resolver”, afirmou António Serrano.

O ministro da Agricultura disse ainda que quer “desligar o complicómetro” dos serviços do seu ministério e que o Governo “tem a obrigação de pagar a tempo e horas, sobretudo quando se trata de dinheiros que vêm de Bruxelas”.

“Não estou neste cargo para atrapalhar, mas para ajudar”, frisou António Serrano, referindo que se sente o representante dos agricultores junto do Governo e do Conselho de Ministros, órgão onde pretende demonstrar que o sector da agricultura “consegue aplicar bem os fundos este ano e que para o ano pode ter mais orçamento”.

E foi mais orçamento que pediu o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, que interveio no encerramento do encontro para elogiar o trabalho do actual ministro, mas também para lhe deixar o “desafio” de conseguir “mais, muito mais orçamento” para o sector no próximo Orçamento do Estado.

João Machado elevou a fasquia para os 300 milhões de euros, um valor semelhante ao que existia há quatro anos, muito superior aos cerca de 172 milhões do último orçamento.

Outras notícias que lhe podem interessar

  1. Ministro da Agricultura defende mais apoio da Economia para fomentar internacionalização
  2. Monliz quer investir 15 milhões em Alpiarça e ministro da Agricultura promete apoiar – VIDEO
  3. Ministro da Agricultura anunciou “ajudas excepcionais” na Feira do Cavalo na Golegã
  4. Ministro da Agricultura no Festival de Gastronomia
  5. Entrevista com o ministro da Agricultura – EXCLUSIVO O Ribatejo

Short URL: http://www.oribatejo.pt/?p=4339

Publicado por on Jan 8 2010. Arquivado em Economia, twitter. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

Leave a Reply

© 2012 O Ribatejo. All Rights Reserved. Iniciar sessão - Designed by Gabfire Themes - modificado por Marco Dinis Santos