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Jorge Justino defende um Politécnico de excelência

PROGRAMA ELEITORAL

Entrevista com Jorge Justino, candidato à presidência do Instituto Politécnico de Santarém.

Quais as razões da sua candidatura?
A experiência adquirida no âmbito das funções exercidas penso que constitui uma mais-valia para ocupar este cargo. Já fui Presidente do Instituto Politécnico de 1996 a 2006, vice-Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) de 1999 a 2004 e membro desse mesmo órgão de 1996 a 2006.
Exerço neste momento funções de director da Escola Agrária, cargo onde estou desde 2007. A nível nacional e regional exerci funções como membro do Conselho Superior da Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2003 a 2005, e fui ainda membro do Conselho Nacional da Acção Social Escolar de 1999 a 2004, tendo sido coordenador, a nível nacional, da Comissão Especializada dos Serviços de Acção Social Escolar do Ensino Superior Politécnico de 1999 a 2004 e membro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT) de 2003 a 2006. Destaco ainda as funções como membro da Comissão Coordenadora que preparou a presidência portuguesa da União Europeia, na área da educação, tendo integrado a Comissão Organizadora da “Estratégia de Lisboa”. Nesta área fui também coordenador, a nível nacional, do Processo de Bolonha no Ensino Superior Politécnico,em 2004, tendo pertencido ao Conselho Executivo do European Association of Institutions in Higher Education, em 2001.
Penso que estas credenciais me permitem ser um dos candidatos com mais experiência para exercer a presidência do Instituto.

Quais são as suas principais propostas?
Defendo uma direcção mais dinâmica do Instituto e um desenvolvimento institucional de qualidade que conduza a um Instituto Politécnico de Santarém de excelência, capaz de ser competitivo numa área de ensino cada vez mais exigente. É por isto, que defendo também um instituto interveniente e com capacidade de resposta às novas exigências do ensino superior, sendo certo que esta é não é uma missão de um homem só, mas para a qual espero a colaboração de toda a comunidade académica e da sociedade em geral.
Acredito que é importante uma diversificação da oferta formativa e uma aposta no desenvolvimento cultural, desportivo e institucional do IPS. O Instituto deve continuar a ter uma forte integração na região, no país e cada vez no âmbito internacional, área que destaco pela importância que tem hoje a internacionalização para as instituições de ensino superior. Não esqueço também a importância de dar um maior apoio aos funcionários docentes, não-docentes e obviamente aos estudantes, sobretudo ao nível da sua formação. Defendo também uma intensificação da área da investigação .

Um candidato ligado à investigação
Jorge Justino é professor com grau de agregação, sendo Doutorado em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico e mestre em Química dos Processos Catalíticos pela mesma instituição. A nível nacional, destacam-se as suas colaborações com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Instituto Superior Técnico e o Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, a Universidade da Beira Interior, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Universidade de Coimbra. A nível internacional, desenvolveu trabalhos com a Universidade Agostinho Neto em Angola, a Universidade de Extremadura em Espanha, as Universidades de Lyon, Orléans, Grenoble e Pierre et Marie Curie em França, as Universidades de Newcastle, Oxford, York, Manchester e Sheffield, no Reino Unido e a Faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto da Universidade de S. Paulo no Brasil. Em 2009, iniciou uma cooperação científica, na área da Produção e Aplicação das Plantas Medicinais, com a Faculty of Medical and Health Sciences, University of Auckland na Nova Zelândia.

As principais propostas para o futuro do Instituto

Jorge Justino destaca algumas propostas mais concretas que incluiu no seu programa. Uma delas passa pela questão orçamental, uma área em que Jorge Justino defende um aumento das receitas próprias do Instituto através do aumento da prestação de serviços, da diversidade da oferta formativa, do aluguer de espaços e de uma gestão eficiente da exploração agrícola.

O candidato quer desenvolver também um plano estratégico do Instituto para quatro anos e estimular o estabelecimento de consórcios que integrem o IPS como “parceiro privilegiado”. Como forma de suportar financeiramente a sua proposta de mais investigação, Jorge Justino propõe a realização de candidaturas a programas nacionais e internacionais que financiem esta área. Nesta área destaque ainda para a proposta de desenvolver candidaturas à Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), através de centros de investigação das escolas do IPS. Outra das suas ideias é promover, através de organizações de apoio, de fundações e de instituições bancárias, o mecenato pedagógico, científico, cultural e desportivo.

Aproveitando a nova configuração institucional decorrente do Tratado de Bolonha, Jorge Justino propõe-se também a abrir o ensino a novos públicos, criando oportunidades de formação ao nível dos doutoramentos (em parceria com Universidades), cursos de 2º ciclo (mestrados), pós-graduações não conferentes de grau académico e cursos de especialização tecnológica (CET) e de formação profissional.

Numa área mais específica, o candidato defende a criação de protocolos com o Comité Olímpico de Portugal, através da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, numa perspectiva de apoio técnico e científico na preparação de atletas de alto rendimento. Outros dos protocolos propostos por Jorge Justino é com as administrações regionais de saúde e instituições da área, com o objectivo de que seja prestado um “apoio privilegiado” aos estudantes do IPS.

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Publicado por on Jan 6 2010. Arquivado em Ensino. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

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