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Explosão na Escola do Cartaxo foi há 25 anos

Conheça a história contada pelo jornal O Ribatejo há 25 anos.


Esta segunda-feira, dia 25, completaram-se 25 anos sobre a explosão numa escola do Cartaxo que vitimou dois jovens e deixou 15 outros e a professora “seriamente marcados para a vida”, um episódio que, encerrado o capítulo das indemnizações, há seis anos, todos preferem esquecer.

Vasco Cunha, deputado do PSD eleito pelo círculo de Santarém, natural do Cartaxo, guarda na memória a aflição quando, ao princípio da tarde daquele dia 25 de Janeiro de 1985, ouviu um forte estrondo que lhe diziam vir da escola que era frequentada pelo irmão, pela namorada e por muitos dos seus amigos.

O episódio marcou-o de tal modo que, quando assumiu pela primeira vez o lugar de deputado na Assembleia da República, em 2002, fez da questão das indemnizações, que se arrastava nos tribunais desde 1995, um “cavalo de batalha”, contando com a colaboração da ex-secretária de Estado da Educação, Ana Benavente, também ela natural do Cartaxo.

Resolvida essa questão, no final de 2003, Vasco Cunha compreende que as vítimas prefiram não falar e enterrar de vez um episódio que os marcou para sempre.

A explosão deu-se na sala onde decorria uma aula de Educação Visual do 8º C e os factos apurados na altura apontaram para a responsabilidade do Estado, pois a falta de uma torneira de segurança no terminal de gás localizado no interior de uma bancada permitiu que o gás se acumulasse na sala durante uma hora e 40 minutos.

O terminal estava previsto no projecto do edifício da autoria do Ministério da Educação, mas, como recordava o requerimento apresentado em 2003 pelos deputados do PSD no Parlamento, “durante a construção foram feitas alterações ao projecto inicial, por determinação do dono da obra, que alteraram o destino original para a sala, transformando um laboratório de aulas de Química numa sala de aulas normal, sem que daí tenha decorrido qualquer ajustamento na instalação do gás”.

Em 1994, oito das vítimas decidiram mover uma acção conjunta contra o Estado por prejuízos morais, procurando corrigir o valor das indemnizações que haviam sido atribuídas por incapacidade.

Só que esta acção conjunta requeria um montante indemnizatório de igual valor para cada uma das oito vítimas, sem ter em consideração que cada um apresentava diferentes graus de sofrimento, imputáveis aos diferentes graus de incapacidade.

Em 2000, argumentando que os danos patrimoniais, nomeadamente com tratamentos, se haviam agravado, os oito decidiram aumentar o valor das indemnizações pedidas, diferenciando-as consoante a gravidade dos casos e os custos das intervenções médicas.

Em paralelo, corriam acções desencadeadas por outros alunos a título individual.

O Ministério Público viria a reconhecer o direito às indemnizações, recusando valores idênticos para casos diferentes.

O requerimento entregue no Parlamento em Maio de 2003 abriu caminho a uma negociação extra-judicial para um processo que se arrastava nos tribunais há oito anos.

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Publicado por on Jan 25 2010. Arquivado em em destaque, twitter, Últimas. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

2 Comments for “Explosão na Escola do Cartaxo foi há 25 anos”

  1. Estranho ainda não ter sido referido que a acidentada professora tambem já não se encontra no reino dos vivos.Algo de misterioso ficou por contar neste trágico acidente.

  2. Estranho que a escola do Cartaxo se tenha "esquecido"de homenagear a professora Dália,mesmo sendo noticiada a sua morte pela imprensa nacional….
    ……nem um simples "bilhetinho"no dia do seu funeral……

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