A relação que existe entre a família e a paz é muito profunda.
Sendo a família a primeira e principal educadora (quer queiramos quer não), ela é, por excelência, o lugar onde se praticam as virtudes da convivência, da justiça, do amor e da disponibilidade para os outros, nomeadamente para os mais frágeis.
Cuidar da saúde da família é o ponto de partida para curar a sociedade e proteger toda a humanidade dos inúmeros males que proliferam à sua volta, nomeadamente a desagregação dos valores, a corrupção da juventude e o desalento que paira em todos e se transforma num triste desencanto sem fim à vista.
Atacá-la, directa ou indirectamente – inventando sucedâneos da família de sempre, ou leis que a destruam com mais facilidade, por exemplo -, será agravar conflitos no interior do coração humano e protelar a almejada esperança de alcançar uma sociedade menos imperfeita, mais tranquila e, em consequência, mais unida pelos laços afectivos.
Promover a estabilidade familiar e facultar a união, entre pais, filhos e avós, é sempre um bom serviço prestado à pessoa humana em cada lar e à causa da paz em todo o mundo.
Toda a desagregação é fermento de divisão, fragilizadora de afectos e espaço para abandono e solidão.
A esta tarefa todos somos chamados a colaborar, na certeza de que a união faz a força e a desunião a decadência.
Também os Media, pelas potencialidades educativas de que dispõem, não estão dispensados, pois têm um lugar privilegiado no sentido de promoverem o respeito pelo valor da família, em prol da reconquista de uma malha social mais humana, mais afectiva, mais serena, confiante e alegre e, em consequência, mais feliz.
Maria Susana Mexia















