Escola de Desporto de Rio Maior aposta no basebol

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A Escola Superior de Desporto de Rio Maior e Federação Portuguesa de Basebol e Softbol assinaram um protocolo com vista à formação de agentes ligados a este desporto, nomeadamente, treinadores, mas também técnicos desportivos, entre outros. O protocolo prevê que a Escola de Desporto seja a entidade que vai ministrar formação quer no âmbito da actualização de conhecimentos dos actuais agentes desportivos, quer na formação de novos treinadores e, assim, apostar na captação de novos adeptos para este desporto que está a dar os primeiros passos em Portugal. O curso de formação deve arrancar em 2010, disse a O Ribatejo, Abel Santos, director da Escola de Desporto.
A presidente da Federação Portuguesa de Basebol, Sandra Monteiro, salientou a importância do apoio pela escola nesta formação e também o apoio da Câmara de Abrantes, representada nesta cerimónia pela vice-presidente Maria do Céu Albuquerque, que foi a primeira a criar de raiz um campo para a prática da modalidade em Portugal. O objectivo da Federação é trazer mais praticantes para este desporto, que tem actualmente 12 equipas em Portugal Continental, mais 6 da Madeira e algumas equipas de softbol nos Açores. Um dos projectos da federação é conseguir associar o basebol à actividade olímpica, com o objectivo final de conseguir que esta modalidade seja considerada uma modalidade para os Jogos Olímpicos. A dirigente refere que a modalidade tem vindo a crescer e que tem mais visibilidade do que quando surgiu no país, em 1980, ainda limitada a pequenas equipas formadas pela comunidade luso-descendente. Existe uma liga nacional e uma taça e a modalidade tem vindo a organizar-se mais de ano para ano.
O protocolo foi assinado numa sessão em que o convidado especial foi Donald Fehr, um dos nomes mais prestigiados na área do basebol norte-americano, presidente da Major League Baseball Players Association, o organismo que representa os jogadores e outros agentes desta modalidade. Donald Fehr está de saída mas desde 1986 que representa a classe profissional dos jogadores tendo conseguido que estes passassem de salários médios de 289 dólares para uma média de 3240 dólares em 2009. Apesar do basebol ser um mundo “milionário”, que gera mais de 6,5 mil milhões de dólares por ano, Donald Fehr explicou que os jogadores têm muitas limitações no que diz respeito às negociações dos contratos, não podendo estabelecer contactos de negociação com vários clubes ao mesmo tempo.
“O nosso objectivo tem sido o de conseguir que os jogadores possam ser disputados por vários clubes, mais até do que melhorar os seus salários”, explicou Donald Fehr. Além disso, o basebol é um negócio controlado pelo monopólio dos clubes e o especialista refere que “os jogadores são encarados como um custo”. As principais receitas provêm dos direitos de transmissão televisiva e radiofónica e a aposta mais recente dos agentes tem sido na transmissão via internet para todo o mundo.

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